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Bilhetes para a Feira Popular de Lisboa deverão custar dois euros

Um estudo preliminar sobre a Feira Popular de Lisboa, divulgado esta quinta-feira, estima que os bilhetes para o futuro parque de diversões da cidade, essencialmente destinado a famílias e a jovens aventureiros, custem dois euros.

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O documento, elaborado pela empresa holandesa Jora Vision (que já fez estudos semelhantes para outros parques temáticos da Europa), refere também que a Feira Popular deverá representar um investimento de cerca de 70 milhões de euros.

Neste número inserem-se as atrações (que representam a maior fatia de investimento, na ordem dos 27 milhões de euros), o trabalho no terreno (20 milhões), a decoração (15 milhões), a construção (5,2 milhões) e o 'design' e engenharia (3,2 milhões).

No que toca aos visitantes, a empresa define como dois principais públicos-alvo as famílias e os aventureiros, que procuram emoções fortes, ainda que assinale que ali haverá "atrações para entreter um vasto público".

Segundo o estudo, enquanto as famílias poderão utilizar as atrações mais "suaves e amigáveis", os aventureiros (que acabam por coincidir com o público mais jovem, na idade da adolescência) estarão mais interessados em atividades com "adrenalina, desafios e altas velocidades".

Além destas animações, a feira deverá apresentar marcas da cultura e da arquitetura nacional, como é o caso da calçada portuguesa e dos típicos azulejos, bem como um mercado com espaços de restauração.

A expectativa é que os primeiros visitantes comecem a chegar em 2018, de acordo com o estudo, que aponta um total de 800 mil neste ano.

No ano seguinte, o número deverá subir para 900 mil e atingir um milhão em 2020.

Já em 2021 passará para 1,2 milhões de visitantes e em 2022 para 1,4 milhões de visitantes.

O estudo, datado de outubro do ano passado, mas que foi hoje divulgado pela vereação do CDS-PP no executivo municipal, revela ainda que cada atividade deverá rondar os 10 euros no primeiro ano, valor que atingirá os 12 euros em 2022.

A Feira Popular foi criada em 1943 para financiar férias de crianças carenciadas e, mais tarde, passou a financiar toda a ação social da Fundação "O Século".

Antes de Entrecampos, onde encerrou em 2003, a feira funcionou em Palhavã.

Em novembro passado, mais de 10 anos depois do encerramento, o presidente do município, Fernando Medina (PS), anunciou que o futuro parque de diversões da cidade funcionará em Carnide, onde irá abrir "o mais rápido possível".

"Este não vai ser só um local de divertimento, vai ser um grande parque de lazer com 20 hectares, garantiu na ocasião.

No início deste mês, Fernando Medina apelou à participação de todos na construção e desenho da Feira Popular, cujas obras arrancam até ao final do ano, através de uma página na Internet criada nessa altura.

A Feira Popular foi criada em 1943 para financiar férias de crianças carenciadas e, mais tarde, passou a financiar toda a ação social da Fundação "O Século".

O estudo em causa custou mais de 50 mil euros à autarquia.

Lusa

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