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Há menos 33,5 mil pessoas a viver em Portugal

A população residente em Portugal teve uma redução de 0,32% em 2015, passando a 10,34 milhões de pessoas, o que reflete saldos migratório e natural negativos, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

© Hugo Correia / Reuters

As estimativas de população residente em Portugal em 2015, hoje divulgadas, apontam para um aumento do número de mortes e também de nados-vivos, mas continuaram a morrer mais pessoas do que a nascer.

Assim, o saldo natural em 2015 foi negativo em 23.011 pessoas, ainda assim um ligeiro aumento relativamente a 2014, quando o balanço entre mortos e nados-vivos foi de menos 22.423.

Também o saldo migratório - diferença entre o número de pessoas que entra no país e do número de pessoas que sai - continuou negativo em 2015 (-10.481). Apesar disso, registou-se um aumento do número de imigrantes e a diminuição do número de emigrantes relativamente a 2014.

Globalmente, em 2015 continuou, embora atenuado, o decréscimo populacional que se tem verificado desde 2010. Em números brutos, houve menos 33.492 pessoas a residir no país no ano passado.

O INE regista um acentuar do envelhecimento demográfico: entre 2005 e 2015 há um duplo envelhecimento, com o número de idosos a aumentar em mais de 316 mil e o número de jovens até aos 15 anos a diminuir 208 mil. O número de pessoas em idade ativa -- entre os 15 e os 64 anos -- reduziu-se em 278 mil.

Estas alterações refletem o aumento da idade média da população residente que passou de 40,6 anos em 2005 para 43,7 anos em 2015.

"Em 2005, por cada 100 jovens residiam em Portugal 109 idosos, valor que aumentou para 147 em 2015. Desde 2000 que o número de idosos é superior ao de jovens", refere a informação do INE.

Também o número de dependência de idosos continua a crescer: no ano passado, por cada 100 pessoas em idade ativa residiam em Portugal 32 idosos, valor que em 2005 estava nos 26.

O envelhecimento da população em idade ativa mostra a diminuição do índice de renovação populacional. Desde 2010 que o número de pessoas em idade potencial de saída do mercado de trabalho não é compensado pelo número de pessoas em idade potencial de entrada.

Lusa

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