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Investigadores portugueses anunciam avanços no estudo do cancro da mama

Investigadores das universidades de Vila Real e de Aveiro anunciaram hoje "avanços importantes" no estudo do cancro da mama, a partir de experiências que revelaram que o exercício físico ajudou a travar a doença em ratos fêmea.

O estudo junta sete investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e da Universidade de Aveiro.

O trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da atividade física de longa-duração (35 semanas) no cancro da mama quimicamente induzido pelo agente carcinogénico "N-metil-N-nitrosureia" (MNU) em ratos fêmea da estirpe "sprague-dawley".

Segundo explicou, em comunicado, a investigadora Ana Faustino, o protocolo de exercício físico com a duração de 35 semanas aplicado neste trabalho foi o mais longo realizado até à data neste modelo.

"Se pensarmos na translação para o homem, equivale a aproximadamente 25 anos de prática de atividade física moderada", salientou a cientista.

Ana Faustino disse ainda que "os resultados obtidos sugerem que a prática de exercício físico ao longo da vida contribui para uma redução do número de lesões neoplásicas e da sua agressividade, e para uma maior vascularização dessas lesões".

Nesta investigação, foram utilizados 50 ratos fêmea da estirpe "sprague-dawley" com quatro a cinco semanas de idade, e, após um período de quarentena e de adaptação às condições do laboratório, os animais foram aleatoriamente divididos em quatro grupos experimentais: sedentário (MNU 01), exercitado (MNU 02), controlo sedentário (03) e controlo exercitado (04).

Apenas os animais dos grupos MNU receberam o agente carcinogénico. Após um período de adaptação, os animais dos grupos 02 e 04 foram exercitados num tapete rolante a uma velocidade constante de 20 metros por minuto, 60 minutos por dia e cinco das por semana, nas 35 semanas.

Segundo o comunicado, no final do protocolo experimental, verificou-se que todos os animais dos grupos MNU desenvolveram cancro da mama, e, como expectável, os animais dos grupos controlo não desenvolveram qualquer lesão neoplásica.

Foram observadas 71 lesões neoplásicas no grupo MNU sedentário e 50 lesões neoplásicas no grupo MNU exercitado. Verificou-se também que o número de lesões malignas foi superior no grupo MNU sedentário (39 lesões malignas) quando comparado com o grupo MNU exercitado (21 lesões malignas).

Na análise dos dados obtidos por ultrassonografia e imunohistoquímica observou-se uma maior vascularização das neoplasias dos animais que foram submetidos ao protocolo de exercício físico (grupo MNU exercitado).

"Esta redução na agressividade das lesões neoplásicas do grupo MNU exercitado poderá estar relacionada com a maior vascularização dessas lesões (maior aporte de oxigénio) e consequentemente à redução da hipoxia que, segundo alguns autores, induz uma maior agressividade das lesões neoplásicas", explicou Ana Faustino.

E continuou: "os resultados suportam a prática de exercício físico moderado para a prevenção de cancro da mama, ou mais concretamente, de fenótipos mais agressivos desta doença".

A investigação, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), decorreu no âmbito do projeto "Avaliação bioquímica, morfológica e funcional do catabolismo muscular associado ao cancro da mama: o papel do exercício físico".

Integram a equipa Ana Faustino, Mário Ginja, Adelina Gama, Paula A. Oliveira, Maria João Pires e Bruno Colaço, pela UTAD, e Rita Ferreira pela Universidade de Aveiro.

Lusa

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