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Vacina contra HPV mais eficaz e mais cedo no novo Programa Nacional

Uma nova e mais abrangente vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), com uma eficácia superior a 90 por cento contra o cancro do colo do útero, vai ser administrada às raparigas mais cedo, aos 10 anos. De acordo com a subdiretora geral da Saúde, Graça Freitas, esta é uma das várias novidades do novo Programa Nacional de Vacinação (PNV), que entra em vigor a 1 de janeiro de 2017.

Segundo o novo PNV, a administração da vacina contra o HPV será antecipada para os 10 anos, quando até então era recomendada para entre os 10 e os 13 anos.

Segundo o novo PNV, a administração da vacina contra o HPV será antecipada para os 10 anos, quando até então era recomendada para entre os 10 e os 13 anos.

"Usávamos uma vacina quadrivalente que cobria cerca de 75 por cento do cancro do colo do útero. Entretanto, foi possível adicionar à vacina mais cinco antigénios", adiantou em entrevista à agência Lusa.

Esta medida permite uma cobertura contra o cancro do colo do útero 20 por cento maior, mantendo-se na mesma em relação às lesões benignas que "estão em franco desaparecimento".

Segundo o novo PNV, e tendo em conta o princípio de "vacinar o mais cedo possível", a administração desta vacina será antecipada para os 10 anos, quando até então era recomendada para entre os 10 e os 13 anos.

O objetivo é a administração da vacina contra o HPV coincidir com o reforço do tétano e difteria, evitando assim outra ida ao posto de vacinação.

"Ao décimo aniversário, as pessoas fazem o HPV e o reforço do tétano e da difteria", explicou.

Em relação à possibilidade dos rapazes serem vacinados contra o HPV, Graça Freitas disse que "o benefício para as raparigas é muito maior".

"Para os rapazes, a proteção do cancro não é tão evidente, porque não é tão frequente", adiantou.

Ainda assim, a especialista disse que as autoridades vão continuar a acompanhar os resultados dos estudos sobre os efeitos da vacina na diminuição dos cancros da cabeça e pescoço nos rapazes, causados pelo HPV.

Outra novidade do novo PNV, que será apresentado na segunda-feira, é a junção de vacinas do programa a administrar aos dois e seis meses de idade, tendo em conta que existem ainda outras vacinas prescritas (a custos das famílias).

"Aos dois meses começavam a concentrar-se várias vacinas: a pentavalente, que não incluía a da hepatite B, a pneumocócica, introduzida em 2015, além da meningocócica, que era dada por prescrição", disse.

A partir de 01 de janeiro, as crianças vão receber uma vacina hexavalente, na qual constam a proteção contra a hepatite B, a Haemophilus influenzae tipo B (Hib), a difteria, o tétano, a tosse convulsa e apoliomielite.

A medida permite "maior conforto e maior confiança na vacinação", afirmou Graça Freitas.

A administração da vacina contra o tétano também vai sofrer alterações, com maiores intervalos, passando a ser tomadas aos dez, 25, 45 e 65 anos. Após os 65 anos, os intervalos entre tomas voltam aos 10 anos.

A alteração do PNV, que resulta de uma revisão iniciada em 2013, vai aumentar os seus custos, que se situam atualmente nos 30 milhões de euros anuais.

Para Graça Freitas, o objetivo desta alteração não foi fazer um PNV mais barato, mas sim melhor para todos, embora a questão dos custos não tenha sido ignorada.

O enfoque desta mudança é que "a vacinação é de facto para a vida e que as vacinas continuam a fazer bem e a salvar vidas", disse.

A próxima decisão da Comissão Nacional de Vacinação deverá incidir sobre a inclusão, ou não, da vacina contra a meningite B.

Lusa

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