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Piloto de aeronave que caiu no Alentejo terá evitado "mais fatalidades"

O "profissionalismo e altruísmo" do piloto belga que morreu na queda de uma aeronave no Alentejo, no domingo, terão "contribuído" para evitar "mais fatalidades" no acidente, segundo o grupo proprietário da empresa de paraquedismo promotora do voo.

Em comunicado enviado à agência Lusa, hoje à tarde, o Grupo 7Air e a empresa dedicada ao paraquedismo Skyfall enalteceram "o profissionalismo e altruísmo do piloto", a única vítima mortal da queda da aeronave e que vai ser autopsiado, na terça-feira, seguindo depois o corpo para o seu país de origem, a Bélgica.

Com "a sua ação", o piloto "terá contribuído, de acordo com testemunhos recolhidos, para que não se registassem mais fatalidades", sublinhou o Grupo 7Air, lamentando "profundamente o seu desaparecimento".

Fonte do Grupo 7Air revelou hoje à agência Lusa que o corpo do piloto, de 27 anos, "foi encontrado com o paraquedas colocado", equipamento que também estava a ser usado pelos sete paraquedistas que seguiam na aeronave.

"Apesar da sua jovem idade, o piloto da Skyfall tinha mais de duas mil horas de voo e mais de mil naquele modelo específico de avião, o que é uma experiência de voo considerável", destacou a mesma fonte.

A aeronave do Grupo 7Air envolvida no acidente, ocorrido na zona de Canhestros, no concelho de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja, "é específica para o lançamento de paraquedistas" e estava a ser operada pela Skyfall, empresa do grupo dedicada à atividade de paraquedismo.

O avião, do modelo Pilatus PC6, "tinha acabado de regressar de uma intervenção de manutenção", realizada "entre os dias 20 de maio e 17 de junho, em Espanha, numa empresa certificada" pela EASA (Agência Europeia para a Segurança da Aviação), acrescentou o comunicado.

"A aeronave tem 49 anos, o que é perfeitamente normal, e, antes de regressar, teve o 'ok' todo da empresa espanhola, que a certificou", pelo que "estava adaptada e apta para este tipo de serviço", voo para lançamento de paraquedistas, afirmou à Lusa a fonte do grupo.

A Skyfall e o Grupo 7Air, na nota de imprensa divulgada hoje à tarde, afirmaram estar "totalmente empenhados no apuramento das causas do acidente, ainda desconhecidas", encontrando-se "a colaborar com as autoridades competentes, bem como com o fabricante da aeronave".

O Pilatus PC6 que caiu no Alentejo, com capacidade para 10 pessoas, transportava oito ocupantes. Além do piloto, que morreu, seguiam na aeronave sete paraquedistas, quatro dos quais ficaram feridos, dois em estado grave e dois ligeiros.

No comunicado, a Skyfall e o Grupo 7Air referiram que têm estado a acompanhar "atentamente a evolução dos sobreviventes do acidente", indicando que os dois feridos ligeiros "já se encontram em suas casas".

Quanto aos dois feridos graves, o Grupo 7Air disse que um deles, "ainda que politraumatizado, de acordo com informações obtidas, não tem lesões permanentes e encontra-se estabilizado", enquanto o outro, por volta das 16:20 de hoje, estava "a ser operado a uma lesão na cabeça e o seu estado inspira cuidados".

As causas do acidente com a aeronave, cujo voo de domingo foi feito a partir do aeródromo de Figueira dos Cavaleiros, no concelho de Ferreira do Alentejo, estão a ser averiguadas pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA).

O diretor do GPIAA, Álvaro Neves, revelou hoje à Lusa que as investigações vão contar com a colaboração de dois engenheiros da Pilatus Aircraft, o fabricante suíço da aeronave, que chegam hoje à noite a Lisboa para, na terça-feira, se deslocarem ao local do sinistro.

Lusa

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