sicnot

Perfil

País

Parlamento aprova novo pedido de audição de Miguel Relvas sobre banco Efisa

O parlamento aprovou hoje o novo pedido de audição do ex-ministro Miguel Relvas sobre o banco Efisa, com o PS a garantir que desta vez não estará disponível para enviar as perguntas por escrito.

Miguel Relvas

Miguel Relvas

LUSA/ ARQUIVO

"O requerimento foi aprovado com os votos a favor do PS, BE e PCP, a abstenção do CDS-PP e o voto contra do PSD. Mas desta vez não estamos disponíveis para apresentar perguntas", disse à agência Lusa o deputado socialista João Paulo Correia.

A mesa da comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa vai procurar agendar a audição com o ex-ministro, mas a prestação de esclarecimentos por parte de Miguel Relvas em sede de comissão é voluntária, o que significa que o social-democrata só o fará se assim decidir.

Esta é a segunda vez que o PS pede a audição do ex-ministro, depois de Miguel Relvas ter respondido por escrito às questões colocadas pelos parlamentares, com o PS a considerar que os esclarecimentos prestados não foram suficientes.

"Miguel Relvas respondeu não respondendo às perguntas colocadas pela comissão de Orçamento e Finanças", disse há duas semanas o deputado socialista João Paulo Correia, justificando assim o novo pedido de audição do ex-ministro.

E concretizou: "Miguel Relvas não pode continuar a fugir do parlamento para não prestar esclarecimentos e [deve] prestar toda a informação sobre as suspeitas que recaem sobre o seu eventual envolvimento num negócio que nos parece mais uma negociata".

A questão da relação entre Miguel Relvas e o Efisa - banco de investimento do antigo BPN - colocou-se depois de ser conhecido que o ex-ministro é candidato a ser acionista da sociedade que comprou o Efisa, a Pivot SGPS, estando à espera dessa autorização pelo Banco de Portugal. Isto porque o político integrava o governo PSD/CDS-PP que decidiu a recapitalização pública do Efisa por 90 milhões de euros para depois o vender - esta privatização foi ganha pela sociedade Pivot SGPS por 38 milhões de euros.

Para esclarecer esta situação, Miguel Relvas aceitou responder por escrito aos deputados da Comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA).

Nas respostas a perguntas do PS, texto a que a Lusa teve acesso, Miguel Relvas garante que no governo não teve qualquer ligação com os processos ligados ao Efisa.

"Não fui responsável pelo processo de reprivatização do Banco Efisa", afirmou, acrescentando ainda que as sociedades estatais Parvalorem e Parparticipadas, que detinham e venderam o Efisa, eram tuteladas pelo Ministério das Finanças, pasta com a qual não tinha "responsabilidades" no governo.

Os socialistas frisam contudo que houve "duas respostas diferentes" entre Relvas e a antiga secretária de Estado do Tesouro Isabel Castelo Branco, que aceitou vir ao parlamento falar sobre o tema.

"Apelamos para que os deputados de PSD e CDS possam acompanhar este requerimento e também exortar Miguel Relvas, ex-ministro e cidadão com responsabilidades acrescidas, a que venha ao parlamento de uma vez por todas responder às questões que os portugueses querem ver esclarecidas", sublinhou na altura o deputado do PS João Paulo Correia.

Lusa

  • Braga perde com Shakhtar e fica fora dos 16 avos de final da Liga Europa
    3:16
  • Ronaldo não está preocupado com repercussões de eventual fuga fiscal
    1:30

    Football Leaks

    Cristiano Ronaldo diz que quem não deve não teme. O avançado português não se mostra preocupado com as notícias que revelam que o jogador não terá declarado os rendimentos da publicidade ao fisco espanhol. Fontes do Ministério das Finanças do país vizinho confirmaram ao jornal El Mundo que o português está a ser investigado há ano e meio.

  • Dissolução da União Soviética aconteceu há 25 anos

    Mundo

    Assinalam-se esta quinta-feira 25 anos desde o fim do acordo que sustentava a União Soviética. A crise começou em 80, mas aprofundou-se nos anos 90 com a ascensão de movimentos nacionalistas em praticamente todas as repúblicas soviéticas.