sicnot

Perfil

País

Arqueólogo Luís Raposo eleito presidente do Conselho Internacional de Museus

O arqueólogo e museólogo português Luís Raposo foi eleito hoje presidente, por três anos, do Conselho Internacional de Museus - ICOM Europa, a maior organização internacional do setor.

YouTube

Em declarações à Lusa, Luís Raposo afirmou que recebeu 15 votos, contra cinco do seu rival, Bernard Blache, do ICOM-França, que desempenhava funções na direção daquela entidade, e é coordenador da rede francesa de museus e do centro de desenvolvimento da cultura científica, técnica e cultural.

A eleição ocorreu no âmbito das atividades paralelas da Conferência Trienal Mundial do ICOM, que se realiza em Milão, no norte de Itália.

Esta foi a primeira candidatura de um português à presidência do ICOM Europa - entidade com estatuto consultivo no âmbito das Nações Unidas.

O arqueólogo disse à Lusa que se sente "honrado e responsabilidade" com a eleição.

Luís Raposo, 60 anos, arqueólogo, ex-diretor do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, trabalha no setor há 40 anos e é atualmente vice-presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses.

Raposo é professor convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, membro do Conselho Consultivo da Comissão Nacional Portuguesa da UNESCO, e colaborou na instalação de museus de arqueologia locais e regionais.

Quanto a projetos futuros, afirmou à Lusa que projeta a realização de duas conferências anuais do ICOM Europa, em diferentes países, sobre temas de atualidade como o conceito de museu nacional, as fusões de museus, os novos modelos e gestão dos museus, entre outros.

Luís Raposo foi responsável por projetos de intervenção arqueológica de campo nos vales dos rios Tejo e Guadiana, na Costa Sudoeste e nos arredores de Lisboa.

Publicou perto de duas centenas de artigos de investigação, sobretudo sobre a Pré-História Antiga portuguesa, em revistas da especialidade nacionais e estrangeiras, e fez parte de conselhos de caráter editorial de publicações como "Al-madan" e "Trabajos de Prehistoria", do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, ou da portuguesa "Museologia.pt", da Direção-Geral do Património Cultural.

O ICOM - sigla da designação, em inglês, da organização Internacional Council of Museums - é a maior organização internacional de museus e de profissionais de museus, dedicada à preservação e divulgação do património natural e cultural mundial, "do presente e do futuro, tangível e intangível", como se lê na sua página na Internet.

Criado em 1946, o ICOM é uma organização não-governamental, que mantém relações formais com a organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), e tem estatuto consultivo no Conselho Económico e Social das Nações Unidas.

Atualmente, o ICOM é composto por 119 comissões nacionais, 30 comissões de especialidade e cinco regionais, na qual se insere o ICOM Europa.

Lusa

  • Presidente da Proteção Civil demitiu-se

    País

    O Presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), Joaquim Leitão, pediu esta quarta-feira a demissão com efeitos imediatos. A carta de demissão foi enviada para o Ministério da Administração Interna, no entanto, uma vez que a ministra também se demitiu, o documento seguiu para o gabinete do primeiro-ministro, António Costa.

  • Provavelmente o melhor golo da noite de Liga Europa
    1:24
  • Vitória de Guimarães mais longe dos 16 avos de final
    1:48
  • O perfil dos novos ministros
    3:22

    País

    Pedro Siza Vieira e Eduardo Cabrita são os dois novos ministros que tomam posse no próximo sábado. Ambos têm uma particularidade: são amigos de longa data do primeiro-ministro António Costa.

  • Não me parece o melhor princípio político, mas percebo que António Costa queira ter junto de si, sobretudo em tempos difíceis, os mais próximos. Os homens de confiança pessoal e política. Em plena tempestade, o primeiro-ministro chamou dois amigos de longa data, ex-colegas da Faculdade de Direito, Eduardo Cabrita e Pedro Siza Vieira. E eles não disseram que não.

    Bernardo Ferrão

  • Fogos na Califórnia provocaram 42 mortos e perdas acima de mil milhões de dólares

    Mundo

    O comissário dos seguros da Califórnia afirmou esta quinta-feira que as perdas provocadas pelos incêndios que dizimaram extensas áreas deste Estado norte-americano excedem os mil milhões de dólares (844 milhões de euros). Estes incêndios, que começaram no condado de Sonoma County, já provocaram a morte a 42 pessoas no mês de outubro.