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DGS espera que dentro de algum tempo haja farmácia tradicional chinesa em hospitais

O diretor-geral da Saúde, Francisco George, afirmou hoje, em Coimbra, esperar que, "dentro de algum tempo", possa haver medicina e farmácia tradicionais chinesas nos hospitais de Portugal.

MIGUEL A. LOPES

Segundo Francisco George, está-se perante "o tempo certo" para se avançar com a presença de secções de "práticas tradicionais, incluindo a farmácia tradicional chinesa", nos hospitais portugueses.

"Temos mente aberta", sublinhou o diretor-geral da Saúde, considerando que não se podem "ignorar os efeitos benéficos" que este tipo de medicina e farmácia "pode ter para a população".

O responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS) falava durante a inauguração do Instituto Confúcio da Universidade de Coimbra, que pretende promover a medicina tradicional chinesa.

Dirigindo-se para uma plateia composta essencialmente por público chinês, Francisco George recordou que, desde 2005, há uma lei que enquadra as chamadas terapêuticas não convencionais, onde está incluída a medicina tradicional chinesa, sendo que agora essa mesma lei "está finalmente regulamentada".

"Ultrapassada a fase do quadro legal, que está afinado", há que avançar com o processo educativo e assegurar a integração destas terapêuticas no sistema de saúde, frisou.

Em Portugal, "é tempo agora de trabalhar no sentido de formar médicos para praticarem medicina tradicional", esperando que as duas terapêuticas possam conviver "um dia" nos hospitais nacionais.

"Não é possível ignorar os sucessos alcançados", realçou o responsável da DGS, considerando que a regulamentação é fundamental para "distinguir a má prática da boa prática".

O Instituto Confúcio da Universidade de Coimbra, inaugurado hoje, vai além dos objetivos da promoção da língua e cultura chinesas, pretendendo assumir-se como um espaço para a promoção da medicina tradicional chinesa.

Na inauguração, estiveram presentes o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, Feng Pei, da Universidade de Estudos Internacionais de Pequim, Fang Ziangiao, da Universidade de Medicina Chinesa de Zheijiang, e o embaixador da China em Portugal, Cai Run.

Lusa

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