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Autoeuropa com 300 postos de trabalho em risco

Pelo menos 300 trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa em Palmela estão em risco de perder o trabalho devido à quebra de produção, que deverá durar até meados do proximo ano, revelam as comissões de trabalhadores.

(SIC/ Arquivo)

A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa admite que cerca de 300 trabalhadores estão em risco de perder o emprego devido à quebra de produção naquela fábrica, que se deverá prolongar até meados de 2017.

"De acordo com o levantamento efetuado pelas Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT), as empresas do Parque Industrial poderão vir a despedir, pelo menos, 300 trabalhadores", disse Daniel Bernardino, da Coordenadora das Comissões de Trabalhadores, à agência Lusa.

Haverá empresas, como a Faurécia, que deverão despedir apenas 20 trabalhadores, quando a expectativa dos próprios apontavam para cerca de 40, mas também há casos em que o número de trabalhadores despedidos deverá ultrapassar largamente as estimativas das Comissões de Trabalhadores, como acontece na Vampro, em que a própria empresa pretende prescindir de cerca de 60 funcionários.

"Teria sido bom que as administrações das empresas do parque industrial se tivessem disponibilizado para reunir com a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores, para ouvirem a nossa opinião e conhecer melhor as nossas propostas, mas limitaram-se a dialogar com cada uma dessas empresas, o que é perfeitamente legítimo", disse o sindicalista.

Daniel Bernardino lembrou que já foram solicitadas reuniões urgentes com os ministros da Economia e do Trabalho, com o objetivo de encontrar soluções, designadamente na área da formação, que será necessária quando a Autoeuropa começar a produzir um novo modelo, no segundo semestre de 2017.

A fábrica de automóveis da Autoeuropa, em Palmela, vai reduzir o período laboral para apenas um turno a partir de setembro, mas a empresa conseguiu encontrar soluções, passando por planos de formação, que permitem evitar despedimentos até ao início de produção do novo modelo.

Uma realidade distinta do que poderá vir a acontecer nas outras 13 empresas deste parque, com cerca de 1.600 trabalhadores que, de acordo com as estimativas anunciadas pelas Comissões de Trabalhadores, admitem eliminar, temporariamente, cerca de 300 postos de trabalho.

Com Lusa

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