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Marcelo lamenta e condena assassínio de português na Venezuela

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou e condenou hoje a morte do cidadão português Carlos Gouveia, que foi sequestrado e assassinado com violência na Venezuela, aos 42 anos.

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"Ao tomar conhecimento da morte trágica de Carlos Gouveia, cidadão português radicado na Venezuela, o Presidente da República apresenta à família enlutada as suas mais sentidas condolências", lê-se numa nota divulgada na página da Presidência da República.

O chefe de Estado refere que Carlos Gouveia, comerciante na Venezuela foi "sequestrado e barbaramente assassinado", acrescentando: "Era um membro da nossa numerosa comunidade naquele país, cuja morte devemos lamentar, não apenas pelo que representa enquanto tragédia humana e familiar, mas também pelo que de nós exige quanto a uma condenação firme e inabalável de todas as formas de violência".

A propósito deste caso, Marcelo Rebelo de Sousa considera que "os portugueses da diáspora são cidadãos exemplares nas respetivas comunidades de acolhimento" e deixa uma mensagem em particular para os cidadãos residentes na Venezuela.

O Presidente da República manifesta-lhes "a sua mais profunda solidariedade, garantindo-lhes que fará tudo o que está ao seu alcance para que possam cumprir os sonhos que os levaram àquele grande país, que deve ser uma terra de promessas e oportunidades mas igualmente um lugar de paz, democracia, respeito dos direitos humanos, estabilidade e segurança".

Na semana passada, soube-se que as autoridades venezuelanas tinham localizado e enterrado, sem autorização da família, o cadáver de Carlos Gouveia, comerciante português de 42 anos, que estava desaparecido desde 23 de maio.

Segundo informações prestadas por fontes policiais na quarta-feira passada, Carlos Gouveia foi sequestrado e assassinado por desconhecidos que lhe cortaram a cabeça e as mãos, o que dificultou o trabalho de identificação.

O assassínio está a ser investigado pela polícia, que suspeita de um eventual envolvimento de algum dos inquilinos a quem a vítima alugava quartos da sua casa.

Em 2015 ocorreram mais de 18 mil assassínios na Venezuela.

Lusa

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