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Saída de Carlos Cruz ainda poderá demorar alguns dias

O advogado Ricardo Sá Fernandes disse hoje que a saída em liberdade condicional de Carlos Cruz só deverá ocorrer dentro de dias, quando a decisão favorável da Relação de Lisboa "baixar" ao Tribunal de Execução de Penas (TEP).

MIGUEL A. LOPES

Após ter avançado que a libertação de Carlos Cruz estaria dependente do trânsito em julgado da decisão do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), o advogado esclareceu que, afinal, tal situação se concretizará quando o acórdão do TRL "baixar" ao TEP, cabendo a esta instância emitir a ordem saída.

Desta forma, Ricardo Sá Fernandes afasta a possibilidade de Carlos Cruz sair ainda hoje em liberdade, prevendo que só aconteça dentro de "dois ou três dias".

O antigo apresentador de televisão Carlos Cruz vai sair em liberdade condicional, após ganhar um recurso no Tribunal da Relação de Lisboa.

Carlos Cruz, que já completou dois terços da pena de seis anos de prisão a que foi condenado, no âmbito do processo Casa Pia, venceu um recurso apresentado na Relação de Lisboa, contra a decisão do Tribunal de Execução de Penas (TEP), que, em março, recusou o pedido de liberdade condicional.

O ex-apresentador de televisão tem estado a cumprir a pena no Estabelecimento Prisional da Carregueira, no concelho de Sintra, e já teve direito a duas saídas precárias, em dezembro de 2015 e no passado mês de março.

No processo Casa Pia, relacionado com abusos sexuais de alunos e ex-alunos da instituição, foram ainda condenados o antigo motorista casapiano Carlos Silvino (15 anos de prisão), o médico Ferreira Dinis (sete anos), o ex-diplomata Jorge Ritto (seis anos e oito meses), o antigo provedor-adjunto da instituição Manuel Abrantes (cinco anos e nove meses).

Em março, o TEP recusou a liberdade condicional ao ex-apresentador de televisão, com a fundamentação de que Carlos Cruz não demonstrara arrependimento, não assumindo assim a culpa, pelos crimes de abuso sexual de menores.

A decisão do TEP teve em conta pareceres da equipa técnica de reinserção social e do Ministério Público, que foram desfavoráveis à concessão da liberdade condicional a Carlos Cruz.

Lusa

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