sicnot

Perfil

País

Hospitais sem médicos para cumprir programa de rastreios ao cancro do cólon

​A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia queixa-se de que faltam médicos nos hospitais para cumprir o programa de rastreios ao cancro do cólon e do reto e acusa o Governo de estar a asfixiar as unidades hospitalares. A Sociedade está preocupada, nomeadamente, com a falta de substituição dos gastrenterologistas que vão saindo dos hospitais.

Regis Duvignau / Reuters

"Tem havido, contrariamente ao que foi prometido, uma estratégia de diminuição dos recursos humanos hospitalares, levando à completa exaustão dos reduzidos recursos que existem neste momento", afirmou José Cotter, presidente da Sociedade de Gastrenterologia, em declarações à agência Lusa.

"Estou no terreno e sei que médicos que têm saído não são substituídos, apesar dos múltiplos pedidos. Isto é uma situação insustentável", afirmou José Cotter, que hoje participará no I Congresso da Europacolon Portugal, que se realiza no Porto.

O médico explica que os rastreios ao cancro colorretal passam necessariamente pelos hospitais, quando há uma lesão ou alguma complicação com o doente.

"Há necessidade absoluta de manter os rastreios extra-hospitalares [através das colonoscopias feitas nas entidades concessionadas]. Por outro lado, há a necessidade de ter recursos humanos que permitam, nos hospitais, que esta estratégia de rastreio tenha um princípio, um meio e um fim, ou fica amputado o circuito", justificou o responsável da Sociedade de Gastrenterologia.

A par do que considera ser a escassez de recursos humanos nos hospitais, José Cotter manifesta-se preocupado com a falta de pagamento da tutela a entidades convencionadas que realizam colonoscopias. por acordo com o Serviço Nacional de Saúde.

"A tutela diz que vai implementar o rastreio de base populacional do cancro do cólon até ao final do ano, por outro lado, acontece uma situação inédita: no mês passado a tutela não pagou aos prestadores", indicou.

Para José Cotter, as falhas de pagamento não se podem repetir, uma vez que podem pôr em causa a adesão dos prestadores, logo, os próprios rastreios.

O cancro do cólon e do reto é o que provoca mais mortalidade em Portugal. Só em 2014, houve 7 mil casos da doença, com a mortalidade a 5 anos a ser de 50%.

Os rastreios permitem detetar casos precocemente e, de forma atempada, podem fazer com que a sobrevida atinja os 90% aos 5 anos.

Com Lusa

  • ANACOM apresenta recomendações para melhorar redes de telecomunicações
    1:17

    País

    A ANACOM entregou um conjunto de recomendações ao Governo, Parlamento, municípios e operadores de telecomunicações. A autoridade reguladora em Portugal das comunicações eletrónicas propõe que os cabos aéreos de telecomunicações sejam substituídos por cabos subterrâneos, entre outras coisas. O objetivo é impedir que as redes fiquem em baixo perante incêndios ou outras catástrofes.

  • Ministra do Mar não aceita suspensão da pesca da sardinha
    2:39

    Economia

    O organismo científico que aconselha a Comissão Europeia em matéria de pescas recomendou esta sexta-feira que Portugal e Espanha não pesquem sardinha no próximo ano. A Ministra do Mar não aceita esta recomendação de capturas zero e vai propor uma redução do limite de capturas de sardinha das 17 mil toneladas deste ano para cerca de 14 mil em 2018.

  • Atividade económica regista crescimento

    Economia

    A atividade económica portuguesa está a crescer ao maior ritmo dos últimos 17 anos. O crescimento registado em setembro é o mais elevado desde janeiro de 2000. Já o consumo privado registou uma diminuição face a agosto.

    SIC