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Há médicos de Trás-os-Montes a serem deslocados para o Algarve

A falta de ortopedistas nas unidades de saúde do Algarve levou à deslocação de médicos provenientes de Trás-os-Montes, de acordo com a edição de hoje do Jornal de Notícias. No entanto, o Centro hospitalar transmontano é um dos mais carenciados do país.

A incidência de carcinoma da cabeça e pescoço foi de 50 novos casos por ano na população masculina, por 100 mil habitantes, e de 16 novos casos por ano na população feminina, com taxas de mortalidade de 19 e 3, respetivamente.(Arquivo)

A incidência de carcinoma da cabeça e pescoço foi de 50 novos casos por ano na população masculina, por 100 mil habitantes, e de 16 novos casos por ano na população feminina, com taxas de mortalidade de 19 e 3, respetivamente.(Arquivo)

© Regis Duvignau / Reuters

Vários médicos de Trás-os-Montes foram deslocados nas últimas semanas para os hospitais do Algarve, como forma de colmatar a falta de profissionais de saúde na região.

Na edição de hoje do JN, é exposto o exemplo de uma aluna algarvia do ensino básico que partiu um braço e que foi deslocada para o hospital de Santa Maria (Lisboa), a 300 quilómetros de distância, por não haver nenhum ortopedista disponível em serviço. O jornal cita um despacho publicado esta semana em Diário da República, onde é evidenciada a falta de 736 médicos por todo o país.

"As instituições mais carenciadas são o Centro Hospitalar do Algarve e o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro que agora vão poder contratar 51 e 37 especialistas, respetivamente", lê-se no despacho.

Para colmatar esta falta de médicos no Algarve, foi acionado o sistema de mobilidade parcial, que permite que os médicos possam ser deslocados, sem autorização prévia, durante este periodo de verão em que a população triplica, muito devido ao elevado número de turistas que visitam o sul do país.

Os responsáveis da Administração Regional de Saúde do Algarve admitem que existe uma profunda assimetria de recursos no país, estando estes mais concentrados no Norte e Centro, falhando no interior, no Algarve e Alentejo.

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