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Divergência com PCP sobre Tribunal Constitucional é questão "pontual"

Divergência com PCP sobre Tribunal Constitucional é questão "pontual"

O primeiro-ministro assegura que a discordância com o PCP sobre as nomeações para o Tribunal Constitucional não afetam a coligação. António Costa lembra a lealdade à esquerda.

António Costa falava no final de uma reunião da bancada do PS, após ser confrontado pelos jornalistas com o teor de um comunicado emitido na sexta-feira pelo PCP, que protestou por ter sido "discriminado" pelo PS no processo de designação de juízes para o Tribunal Constitucional.

O secretário-geral do PS classificou esta situação como "pontual", afastando assim a possibilidade de se constituir a prazo como uma ameaça à estabilidade da maioria de esquerda que no parlamento suporta o atual Governo.

"Temos um grande respeito pelos nossos parceiros (Bloco de Esquerda, PCP e "Os Verdes"), temos tido uma relação muito leal e correta ao longo destes meses entre todos, [mas] houve uma divergência de pontos de vista quanto à composição da lista para o Tribunal Constitucional. Não retiro outra conclusão que não seja a discordância sobre esse ponto", afirmou.

António Costa disse mesmo ter registado que o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, no que respeita ao Orçamento do Estado para 2017, já declarou que os comunistas "não pretendiam fazer a cama ao Governo".

"Pelo contrário, [Jerónimo de Sousa disse] que o PCP pretendia negociar, analisar e contribuir positivamente para que haja um Orçamento do Estado em 2017 que dê continuidade à reorientação de linha política que marcou esta sessão legislativa e que vai marcar esta legislatura", acrescentou o líder socialista.

Com Lusa

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