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Passos antecipa nova crise para "muito antes das autárquicas"

Passos antecipa nova crise para "muito antes das autárquicas"

Passos Coelho antecipa uma nova crise ainda antes das autárquicas. No discurso de ontem à noite no conselho nacional do PSD, o ex-primeiro-ministro traçou um cenário negro para o país. Acusou António Costa de aumentar os riscos orçamentais e chegou mesmo a dizer que a "conversa de que a austeridade acabou é mentirosa".

Um dos principais pontos da agenda era a estratégia para as autárquicas. Passos Coelho quer ganhar essas eleições, mas deixou um aviso.

Muito antes disso, o país vai ter um problema nas mãos. Que problema? Uma crise política ou uma nova bancarrota? A frase dita aos conselheiros nacionais não é clara. Mas foi o remate de 40 minutos de discurso, à porta fechada, que fonte da direção do PSD relatou depois aos jornalistas.

Passos disse que "a conversa de que a austeridade acabou é mentirosa" porque "a austeridade está cá toda" e acusou Costa de ter mudado de narrativa, depois de ter prometido que bastava o programa do PS para garantir mais crescimento e mais emprego. Como está tudo a sair ao contrário, disse Passos, o Governo atira agora as culpas para o passado.

Num ataque cerrado aos socialistas, o líder do PSD falou de uma janela de oportunidade e credibilidade que se está a fechar e de um cenário negro que só patetas alegres acham que não existe.

Exemplos? O ex-primeiro-ministro acredita que há vários. Falou de dívida não reconhecida, por exemplo, na área da saúde e de como isso aumenta os riscos orçamentais para o segundo semestre, num país que está sem margem para pedir emprestado e que só consegue financiar-se com a ajuda do banco central europeu.

Sobre o sistema financeiro, garantiu que a situação da banca em 2011 era péssima, bem diferente da que foi herdada por António Costa. Denunciou administradores da Caixa vindos da concorrência, que ainda não tomaram posse mas que já estão a ter acesso a informação privilegiada sobre o banco público e a negociá-lo com Bruxelas.

E sobre isto deixou uma pergunta: quer o Governo rebentar com os bancos todos para fazer a vontade ao Bloco de Esquerda e depois dizer que a culpa é de Passos e de Maria Luís Albuquerque?

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