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Partidos com deputados eleitos gastaram 10 milhões em 2011

​Os sete partidos com representação parlamentar gastaram perto de 10 milhões de euros na campanha eleitoral para as legislativas de 2015, com a coligação que juntou PSD/CDS-PP com despesas superiores a quatro milhões de euros.

De acordo com as contas da campanha eleitoral divulgadas hoje no site da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, a coligação Portugal à Frente apresentou despesas no valor de 4,3 milhões de euros, cerca de um milhão e meio de euros mais do que o apresentado no orçamento de campanha (2,8 milhões de euros).

PSD e CDS-PP, que concorreram coligados em Portugal continental e nos círculos da emigração, elegeram 107 deputados, vencendo as eleições.

O PS gastou cerca de 3 milhões de euros, igualmente cerca de mais um milhão e meio de euros do valor estimado no orçamento de campanha (perto de 2,6 milhões de euros). Nas legislativas de 4 de outubro, os socialistas elegeram 86 deputados, ficando em segundo lugar.

A coligação CDU, que integrava o PCP e o PEV, apresentou despesas no valor de 1,4 milhões de euros, ficando cerca de 75 mil euros abaixo do valor orçamentado. O PCP conseguiu 15 lugares no parlamento, enquanto o PEV ficou com dois parlamentares.

O Bloco de Esquerda, a terceira força política mais votada com 19 deputados, gastou perto de 840 mil euros, ou seja, mais 240 mil euros do que previa.

As despesas do PAN - Pessoas, Animais, Natureza, que elegeu pela primeira vez um deputado nas legislativas de 04 de outubro de 2015, foram pouco superiores a 32 mil euros. No orçamento apresentado antes das eleições, o PAN tinha inscrito 30 mil euros.

Além das despesas da coligação Portugal à Frente, o PSD apresentou as contas relativas às campanhas nos círculos da Madeira e dos Açores, onde gastou cerca de 307 mil euros. Já o CDS-PP, na campanha da Madeira, utilizou cerca de 86 mil euros e perto de 70 mil euros nos Açores, onde se apresentou coligado com o PPM.

O Livre/Tempo de Avançar e o Partido Democrático Republicano (PDR) foram os partidos que mais gastaram entre os que não conseguiram eleger qualquer deputado nas eleições. O Livre/Tempo de Avançar gastou cerca de 130 mil euros, enquanto o PDR teve despesas de 126 mil euros.

O Partido Nacional Renovador (PNR) foi o partido que menos gastou - pouco mais de quatro mil euros - enquanto a coligação Agir (que junta PTP e MAS) apresentou despesas de pouco mais de sete mil euros.

Entre os restantes partidos que não elegeram qualquer deputado, o PCTP/MRPP gastou cerca de 68 mil euros, MPT-Partido da Terra pouco mais de 45 mil euros, o Partido Trabalhista Português (PTP) perto de 40 mil euros e o Nós, Cidadãos cerca de 34 mil euros.

O Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP) teve despesas de quase dez mil euros, o Juntos pelo Povo perto de nove mil euros e o Partido Popular Monárquico pouco mais de sete mil euros.

Lusa