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Coordenador da Área Metropolitana do Porto desvaloriza veto do Presidente

(Lusa/Arquivo)

LUSA

O coordenador dos transportes e da mobilidade da Área Metropolitana do Porto (AMP) considerou hoje que o veto do Presidente da República à alteração dos estatutos da STCP e da Metro do Porto tem "um impacto nulo" para os cidadãos.

Em declarações à Lusa, Marco Martins considerou que se trata de "uma questão política entre o Presidente da República e a Assembleia da República" que "não terá efeitos práticos para os cidadãos".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vetou na segunda-feira o diploma do parlamento que altera os estatutos da Sociedade de Transportes Públicos do Porto (STCP) e da Metro do Porto por "vedar, taxativamente, qualquer participação de entidades privadas".

Marcelo Rebelo de Sousa devolveu ao parlamento o diploma aprovado a 09 de junho, relativo à alteração aos Estatutos da STCP e da Metro do Porto, considerando, segundo a página da Presidência da República, que é "politicamente excessivo e contraditório com os objetivos assumidos no quadro da governação em funções".

"O regime em apreço, ao vedar, taxativamente, qualquer participação de entidades privadas, representa uma politicamente excessiva intervenção da Assembleia da República num espaço de decisão concreta da Administração Pública - em particular do Poder Local -, condicionando, de forma drástica, a futura opção do Governo, em termos não condizentes com o propósito por ele enunciado, e, sobretudo, a escolha das autarquias locais, que o Governo se comprometeu a respeitar no domínio em questão", justifica.

Segundo Marco Martins, "este veto ou mesmo que a lei venha a ser aprovada não terá efeitos práticos, porque, quanto à STCP, está em curso o processo de municipalização, e o regime de transporte de passageiros já prevê que 30% da operação possa ser concessionada".

"E, portanto, através de concessão de linha ou da co-exploração, como já existem, essa questão está salvaguardada, [o veto] não terá efeitos práticos em tudo aquilo que temos vindo a trabalhar na municipalização, nas novas concessões ou no desenho da rede", sublinhou.

Aliás, acrescentou, "os privados têm vindo a colaborar de uma forma muito positiva nessa matéria e até na questão da bilhética e na questão do andante. Quanto à STCP não se vislumbram consequências práticas se o veto se mantiver ou mesmo que o decreto venha novamente a ser aprovado na Assembleia da República".

"A nossa preocupação é que o cidadão que costuma usar ou pretende utilizar o transporte público não sofra diretamente ou indiretamente qualquer consequência nesta matéria, seja sob o ponto de vista do tarifário ou seja sob o ponto de vista da oferta", frisou.

Quanto à questão da Metro, o coordenador do setor dos transportes e da mobilidade da AMP afirmou que "a única coisa que [o veto do Presidente da República] poderá vir ou não a alterar para o futuro é a transferência de capital, eventualmente, a privados. Agora sob o ponto de vista da concessão ou da exploração da rede também em nada afeta ou em nada altera".

"São questões políticas, o que preocupa a Área Metropolitana nesta matéria em concreto é o impacto ou não no cidadão e esse impacto nessa medida é nulo", referiu.


Lusa

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    Marcelo Rebelo de Sousa vetou o diploma do Parlamento que altera os estatutos da Sociedade de Transportes Públicos do Porto (STCP) e da Metro do Porto por "vedar, taxativamente, qualquer participação de entidades privadas".Na análise na Edição da Noite, o diretor da TSF, David Dinis, lembra que Marcelo justificou bem este veto, enviando um recado aos partidos da esquerda. Considera ainda que a opção do Presidente da República é uma decisão com significado político.

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