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Erasmus do Porto ganham concurso internacional com projeto de casas para Síria

Um grupo de estudantes Erasmus da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) ganhou o concurso internacional de ideias 'Síria: habitação do pós-guerra', com um projeto de reconstrução habitacional, anunciou esta quarta-feira fonte da FAUP.

O projeto de reconstrução habitacional, intitulado 'Endless Future Project' (Projeto Futuro Contínuo), teve como caso de estudo a cidade de Alepo (Síria) e distinguiu-se pela "profunda análise das tipologias locais de habitação, pela reflexão que sustenta a transição entre o tecido urbano islâmico e as mais recentes construções, e pelo estudo detalhado dos materiais de construção propostos e sistemas de ventilação natural", explicou o júri do concurso.

Os italianos Giulia Gorgo, Alfredo De Luca, Elena Guidetti e a espanhola Marta Gayoso são os jovens estudantes Erasmus, que ganharam o concurso internacional de ideias e que frequentaram o 4.º ano do Mestrado Integrado em Arquitetura da FAUP.

O concurso internacional foi lançado em fevereiro de 2016 pela plataforma 'matterbetter' e desafiava estudantes de arquitetura e jovens arquitetos a apresentar uma proposta de investigação para novos conceitos de habitação para a futura Síria do pós-guerra, tendo recebido um 245 propostas no total, indica a página da Internet do concurso.

O primeiro prémio do concurso tem um valor de três mil euros e certificados e alguns dos critérios de avaliação focaram-se na inovação e originalidade, adaptabilidade a vários grupos de pessoas, sustentabilidade e funcionalidade.

Aos participantes foi-lhes pedido que tivessem em atenção fórmulas de poupança de energia de forma sustentável, construções locais e a cultura da Síria ou que as construções conseguissem ter, a curto prazo, uma solução qualitativa para a habitação social de massa com pelo menos 50 anos ou mais tempo de vida.

A guerra civil na Síria, iniciada em 2011, criou a maior crise de refugiados depois da II Guerra Mundial e, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, mais de quatro milhões de pessoas terão abandonado aquele país e fugido para a Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Europa.

Lusa

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