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Greve na saúde, adesão rondou os 90% no turno da noite

Francisco Seco / AP

A adesão à greve dos trabalhadores do setor da saúde, que começou às 00:00 de hoje, rondou os 90% em várias unidades hospitalares, com exceção dos hospitais de São José e de Beja, que atingiram os 100%.

Em comunicado, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais adiantou que a adesão à greve dos funcionários do Hospital de São José (urgências e medicina) e Hospital de Beja no turno da noite foi de 100% e no Hospital D. Estefânia 98%.

Os funcionários do setor da saúde iniciaram hoje uma greve de 48 horas para exigir a reposição das 35 horas semanais a todos os trabalhadores e a celebração de um acordo coletivo de trabalho.

Ainda em Lisboa, no Hospital São Francisco Xavier a adesão foi de 95%, em Santa Maria 30% e na Maternidade Alfredo da Costa 20%.

No Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, a adesão foi de 90% e no Hospital de Setúbal 20%, de acordo com o primeiro balanço da Federação de Sindicatos.

No que diz respeito ao norte, a Federação indicou que a adesão à greve nos hospitais Santos Silva (Vila Nova de Gaia) e Penafiel foi de 90%, enquanto nos de S. João e Santo António (Porto) atingiu os 80%.

No Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, os blocos operatórios, serviços de urgência e esterilização estão a funcionar só com serviços mínimos e nos internamentos a adesão dos trabalhadores é de 90%.

Também no Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga (S. Sebastião e Vila da Feira), São João da Madeira e Oliveira de Azeméis e Centro Hospitalar Baixo Vouga (Aveiro, Estarreja e Águeda) a adesão à greve no que diz respeito aos internamentos é de 90% e os blocos operatórios, urgência e esterilização estão apenas com serviços mínimos.

Os dados da Federação apontam ainda para uma adesão à greve de 90% no Insdtituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, Hospital da Figueira da Foz, Centro Hospitalar Tondela e Viseu (São Teotónio) e Centro Hospitalar Leiria/Pombal.

Por fim, no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de Coimbra estão apenas com serviços mínimos.

A 01 de julho passado entrou em vigor o diploma que repõe as 35 horas semanais no setor da Administração Pública, mas, no setor da saúde, o Governo deixou de fora os trabalhadores com contrato individual de trabalho, remetendo a alteração da duração de trabalho para a celebração de um Acordo Coletivo de Trabalho a negociar com sindicatos.

Participam na greve assistentes operacionais de apoio à ação médica, técnicos de diagnóstico de terapêutica, radiologistas, entre outros funcionários do setor da saúde, com exceção dos médicos.

Lusa

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