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Trabalhadores da saúde iniciam greve de dois dias para exigir 35 horas semanais

MARIO CRUZ/LUSA

Os funcionários do setor da saúde iniciaram hoje uma greve de 48 horas para exigir a reposição das 35 horas semanais a todos os trabalhadores e a celebração de um acordo coletivo de trabalho.

Segundo José Abrão, do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública, a expetativa é de que o impacto da greve "conduza a que o Governo retome o processo negocial do acordo coletivo de trabalho".

"O apelo que deixamos ao Governo, com a sensibilidade que tem, é que retome o processo negocial e que seja estabelecido um compromisso mínimo para que estes trabalhadores não sejam penalizados", salientou.

A 1 de julho entrou em vigor o diploma que repõe as 35 horas semanais no setor da Administração Pública, mas, no setor da saúde, o Governo deixou de fora os trabalhadores com contrato individual de trabalho, remetendo a alteração da duração de trabalho para a celebração de um Acordo Coletivo de Trabalho a negociar com sindicatos.

"Esta greve não tem como objetivo penalizar os utentes e apelamos à sua compreensão, queremos é negociar e encontrar um momento em que possa entrar em vigor o acordo coletivo de trabalho" ou o estabelecimento de compensações, explicou José Abrão.

Participam na greve assistentes operacionais de apoio à ação médica, técnicos de diagnóstico de terapêutica, radiologistas, entre outros funcionários do setor da saúde, com exceção dos médicos.

Lusa

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