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Estudante da Universidade de Coimbra impedida de entrar em Israel para fazer estudo

ASSOCIATED PRESS

A investigadora luso-brasileira Moara Crivelente, que está a fazer um doutoramento na Universidade de Coimbra, foi impedida de entrar em Israel quando tentava ir para a Palestina para ali realizar um estudo.

A estudante contou à Agência Brasil que chegou a Tel Aviv, capital de Israel, à meia-noite de domingo, com destino a Ramallah, na Palestina, para iniciar uma investigação, mas no aeroporto foi informada por agentes da segurança de que seria deportada, ficando proibida de ingressar no país durante dez anos.

A investigadora contou que agentes de segurança afirmaram saber que, em visitas anteriores à Palestina, ela tinha "participado de protestos contra a ocupação", o que, frisaram, "era muito, muito grave".

Moara Crivelente, que faz parte do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), organização civil contrária à ocupação da Palestina por Israel, esclareceu que já esteve em protestos para escrever sobre essas manifestações.

"Disseram que, se eu cooperasse, eles repensariam a decisão. A cooperação significava passar contatos de palestinianos, informações sobre cada lugar em que eu estive na Palestina e a senha do meu telemóvel, imagino que para tentar apanhar contatos de palestinianos", relatou, dizendo ainda que foi submetida a revistas e interrogatórios.

Depois de 16 horas de espera, a estudante, que viu os passaportes português e brasileiro carimbados com a proibição, foi deportada para Portugal.

No centro de detenção de imigração, Moara Crivelente conheceu uma australiana que estava a ser deportava sob a mesma alegação.

"Isso acontece sistematicamente com vários ativistas que demonstram solidariedade à Palestina", lamentou, dando conta de que agora terá de repensar o seu projeto de investigação e dos impactos que isso tem na sua vida académica.

A assessoria do Consulado de Israel em São Paulo respondeu à Agência Brasil que a investigadora foi banida por questões de segurança nacional e que "as autoridades nunca proíbem uma pessoa de entrar no país sem ter uma justificativa".

Lusa

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