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Primeiro dia de greve dos trabalhadores da saúde não teve impacto significativo

O Governo considerou que o primeiro dia de greve dos trabalhadores da saúde não teve um impacto significativo na vida dos doentes e das instituições, mas estima que hoje possa ser mais sentida.

"A greve de quinta-feira não teve um impacto significativo, nem na vida dos doentes, nem na vida das instituições", disse o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, aos jornalistas, no final de uma visita ao Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação, do Hospital Curry Cabral, em Lisboa

"Hoje, provavelmente, terá um bocadinho mais de impacto, mas o objetivo em termos de trabalho é conseguirmos minimizar os riscos e os problemas para a vida dos utentes e penso que no essencial conseguimos ontem e vamos conseguir hoje também", salientou Manuel Delgado.

O secretário de Estado explicou que a greve foi desencadeada por falta de acordo relativamente às 35 horas de trabalho.

"Nós acompanhámos já há uns meses, com negociações constantes os sindicatos dos diferentes setores da área da saúde, as suas exigências, os seus pedidos, as suas reivindicações, e chegámos a um ponto em que não pudemos avançar mais", disse Manuel Salgado.

Segundo o governante, esse ponto "prendia-se exclusivamente" com as 35 horas de trabalho aplicáveis aos contratos individuais de trabalho.

"Não foi possível chegarmos a um acordo, o Governo tem responsabilidades públicas de defesa intransigente do interesse público e neste momento não foi possível avançarmos por aí e a greve desencadeou-se a partir desta divergência", acrescentou.

Os funcionários do setor da saúde e os enfermeiros iniciaram quinta-feira uma greve de 48 horas para exigir a reposição das 35 horas semanais a todos os trabalhadores e celebração de um acordo coletivo de trabalho, bem como pelo pagamento de horas extraordinárias.

Hoje, os enfermeiros cumprem o primeiro dia de greve a nível nacional, depois de na quinta-feira terem estado em paralisação em cinco distritos.

Dados do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) indicam que a adesão à greve foi de 78,6% no turno da noite e da parte da manhã situa-se entre os 70 a 90%.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses exige hoje retomar das negociações sobre as 35 horas de trabalho para todos e emitiu já pré-avisos para novas greves em agosto.

Lusa

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