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Ano de 2005 mantém recorde de trânsito na Ponte 25 de Abril em 50 anos

Lusa

O ano de 2005 continua a ser aquele em que a Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa e Almada, recebeu o maior número de viaturas - cerca de 57 milhões, quase mais sete milhões do que em 2015.

A ponte do estuário do Tejo, inaugurada a 06 de agosto de 1966, cresceu no final do século XX com a ampliação do tabuleiro rodoviário de quatro para seis faixas e a introdução da circulação de comboios.

A criação de novas faixas rodoviárias aconteceu em 1998, com o objetivo de responder ao elevado volume de tráfego, mas já em 1990 tinha sido aberta uma quinta faixa, conhecida como "a noiva", por ser pintada de branco, e que funcionava como via reversível, aberta para norte de manhã e para sul ao fim da tarde.

Já a intenção de instalar um comboio na ponte "esteve sempre presente nos planos dos projetistas, que desde cedo idealizaram e conceberam a travessia do Tejo", disse à agência Lusa o arquiteto e autor do livro "A Ponte Inevitável", Luís F. Rodrigues.

A travessia só passou a ter um tabuleiro ferroviário em 1999. Atualmente, atravessam a ponte todos os dias úteis 143 comboios da Fertagus, que circulam em intervalos de dez minutos nas horas de ponta, segundo informação da empresa.

Ao nível do fluxo rodoviário, em 1970 atravessaram a Ponte 25 de Abril cerca de seis milhões de veículos (6.133.000), enquanto em 2015 foram mais de 50 milhões de viaturas (50.564.545), segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) enviados à Lusa.

Ao longo dos 50 anos da existência da ponte, o tráfego rodoviário foi aumentando, ano após ano, até 2005, altura em que se verificou a mais elevada afluência de que há registo, com a circulação de mais de 57 milhões de viaturas (57.028.695).

A tarifa a pagar por um veículo de classe 1 era de dez escudos em 1966, tendo-se verificado, posteriormente, sucessivos aumentos.

"Em 1994, o Governo anunciava um aumento de portagens na Ponte 25 de Abril na ordem dos 50%" -- de 100 para 150 escudos (50 para 75 cêntimos) -, o que motivou o protesto dos automobilistas a 24 de junho de 1994, conhecido por 'buzinão'", refere o arquiteto Luís F. Rodrigues.

Hoje, atravessar a ponte custa 1,70 euros (corresponde a 340 escudos) para os veículos de classe 1, de acordo com informação da LusoPonte, entidade que explora a infraestrutura desde 01 de janeiro de 1996 - antes estava sob responsabilidade da Junta Autónoma das Estradas.

No livro "A Ponte Inevitável", Luís F. Rodrigues assegura que a obra foi um projeto viável economicamente.

"Apesar do custo de construção da ponte ter sido avaliado em cerca de dois milhões de contos, as despesas relacionadas com o financiamento, manutenção e exploração resultaram num custo final em 1986 (data referente ao prazo de amortização do financiamento, 20 anos após a conclusão da obra -- 1966) de 4,49 milhões de contos", escreveu Luís F. Rodrigues.

O valor acumulado das receitas de portagens, acrescentou, perfez o custo final da obra em 1983, "três anos antes do prazo previsto para o final do pagamento do empréstimo à banca".

Segundo o arquiteto, "a contabilidade de receita acumulada gerada pela ponte não parou de crescer: em 1976, esse valor situava-se em 1,83 milhões de contos; em 1986, 7,34 milhões de contos; em 1996, 29,30 milhões de contos; em 2006 -- passados quatro anos da entrada em vigor do euro -, esse valor ascendia a 407,90 milhões de euros; em 2013, 657,01 milhões de euros".

Porém, aos valores da receita "há que deduzir os custos permanentes de manutenção (os quais são variáveis, mas rondam, em média, 15% a 20% do valor das receitas)", sublinhou Luís F. Rodrigues.

Sobre o futuro da Ponte 25 de Abril, que comemora este ano o cinquentenário, o autor da obra "A Ponte Inevitável" defende que existe "zelo civilizacional" para com a infraestrutura, como prova a abertura do procedimento de classificação, "justificado pelo seu 'valor singular, valor urbanístico, valor simbólico, valor artístico/estético, valor de engenharia e valor histórico'".

Este processo foi uma iniciativa da Direção-Geral do Património Cultural, num despacho de 27 de janeiro de 2015.

Apesar de ainda não existir uma decisão quanto à classificação, a infraestrutura de aço, pintada de vermelho alaranjado, já é um ícone da zona de Lisboa, com relevância a nível nacional e internacional.

Lusa

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