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Hotéis para animais com lotação quase esgotada

​A lotação dos hotéis para animais de companhia tem vindo a registar um aumento e os preços têm se mantido idênticos desde os piores anos da crise económica em Portugal, segundo vários estabelecimentos contactados pela agência Lusa.

Numa época em que os donos estão de férias, os hotéis para cães e gatos estão nesta altura do ano praticamente cheios.

Por exemplo, em Coimbra, o hotel Holidaypet tem "tudo ocupado nesta primeira quinzena de agosto e tem sido sempre assim porque com 12 anos de casa já têm clientes fidelizados", explicou o proprietário Emanuel Santiago à agência Lusa, acrescentando que "também costumam estar lotados no Natal e Páscoa".

A proprietária Maria Irene Reis do Hotel para Gatos no Porto, tem também até ao final de agosto, "uma taxa de ocupação de 100%, idêntica há do ano passado".

Em Monchique, no Algarve, um hotel com o mesmo nome não está tão cheio "como quando começou em 2000" e eram os únicos a hospedar animais na região, informou o proprietário Francisco à agência Lusa.

Um negócio recente de nome A Casota Dos Bichos, situado em Odivelas, distrito de Lisboa, e em funcionamento apenas há dois anos afirmou ter, de momento, uma lotação quase total, registando um aumento face ao ano anterior, de acordo com a proprietária Ana Paiva Barata.

Uma das situações com que estes hotéis se deparam é o abandono dos animais, acabando por ter de os acolher até ao momento de uma nova adoção, que pode não acontecer.

No hotel Holidaypet aconteceu "uma vez nos últimos seis anos", quando abandonaram um cão, que os proprietários Emanuel e Sandra Santiago acabaram por adotar. Já o proprietário Francisco do Hotel para Gatos, disse que só aconteceu uma vez, "com um casal de ingleses" que deixou um gato, o qual, acabaram também por adotar.

Mesmo com o abandono de animais a diminuir tem-se registado um aumento das medidas de segurança, sendo o Hotel para Gatos no Porto um exemplo desse registo.

"Há sete anos tínhamos vários casos de abandono, sensivelmente 20%. Mesmo pedindo a identificação, contactos e comprovativo de morada dos donos, descobríamos, tarde demais, que os dados fornecidos eram falsos e que os gatinhos tinham sido abandonados. Como não temos número de noites mínimo, era fácil pagar uma ou duas noites e saber que o gato não ficava na rua", segundo a proprietária Maria Irene Reis.

Para combater a situação, a proprietária impôs a exigência no check-in de "uma caução de 100 euros que é devolvida no check-out. Esta medida anti abandono foi eficaz e resultou numa diminuição significativa deste problema".

Lusa

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