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Cerca de 120 operacionais já reforçaram combate aos fogos no distrito do Porto

OCTAVIO PASSOS

O Plano Distrital de Emergência (PDE) do Porto foi acionado durante 48 horas e cerca de 120 operacionais de pelotões militares já reforçaram o combate às chamas no distrito que mais ocorrências e mais meios mobiliza a nível nacional.

A informação foi adiantada à Lusa por Marco Martins, presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil (CDPC) do Porto, que às 00:15 de hoje acionou o PDE, uma decisão "inédita" numa região onde, "na última meia hora, deflagraram sete novos incêndios".

O distrito do Porto registava, pelas 12:00, 29 incêndios rurais, envolvendo 455 homens, 138 meios terrestres e três meios aéreos, revelava a página da internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC).

De acordo com Marco Martins, o distrito "continua a sentir a necessidade de mais meios aéreos" para combater as chamas.

"Estamos a fazer um esforço muito grande, devido ao número de ocorrências", afirmou.

A "situação mais complicada" é a da Serra de Soalhães, que começou no concelho de Marco de Canaveses e já progrediu para o concelho de Baião, acrescentou o presidente da CDPC.

A ANPC indica que este fogo em Soalhães começou às 09:44 mas não disponibilizava, pelas 12:00, informação acerca dos meios envolvidos.

Marco Martins revelou à Lusa que, para além dos "quatro pelotões militares", o equivalente a cerca de 120 homens, que reforçaram o combate às chamas durante a madrugada, "está a caminho" um "grupo de reforço de bombeiros vindos do Sul".

O responsável explicou ter decidido ativar o PDE devido "ao número de ocorrências" que se tem verificado no distrito do Porto, nomeadamente devido a incêndios florestais, mas também por força "da falta de capacidade de resposta" dos meios disponíveis e da "previsão meteorológica para os próximos dias".

Também por esse motivo, o PDE foi acionado por 48 horas, adiantou Marco Martins.

O presidente da CDPC destacou que no domingo, "só no distrito do Porto, 1.870 bombeiros estiveram no combate a 150 incêndios".

"Esse foi um dos grandes motivos que levaram a fazer o pedido de ajuda externo", frisou Marco Martins, notando que o distrito do Porto tem um efetivo de 3.100 homens para resolver todo o tipo de ocorrências, o que tornava complicada a renovação das equipas.

A par disso, também os distritos vizinhos de Aveiro, Braga e Viana do Castelo registam um elevado número de incêndios rurais, destacou o responsável.

Ao acionar o PDE, a CDPC pediu ao Governo, pelas 02:00, um "reforço de nove grupos de combate", o equivalente a "cerca de 300 operacionais", explicou Marco Martins, que também preside à Câmara de Gondomar.

Por volta das 08:30, no distrito do Porto estavam em curso 27 incêndios rurais, combatidos por 446 homens e 140 meios terrestres, segundo a Proteção Civil.

Lusa

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