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Chamas obrigam a retirar residentes de algumas casas no Funchal

Os residentes das zonas afetadas pelo incêndio florestal que deflagrou esta segunda-feira na freguesia de São Roque, no Funchal, estão a ser retirados das habitações devido ao denso fumo provocado pelo fogo, disse o presidente do município.

"O incêndio ameaçou residências, as pessoas de algumas casas estão a ser retiradas, mas até ao momento nenhuma moradia foi danificada", afirmou Paulo Cafôfo numa conferência de imprensa para fazer o ponto da situação da operação, pelas 18:00.

O incêndio foi detetado pelas 15:30, no sítio da Alegria, nas zonas altas do concelho do Funchal, um foco que "está controlado", mas estendeu-se para as áreas do Galeão e Lombo Jamboeiro, "nos quais lavra com mais intensidade", adiantou o autarca.

O responsável, que esteve acompanhado pelo comandante dos Bombeiros Municipais do Funchal, José Minas, acrescentou existir a informação de que "o fogo está a chegar à zona do campo (de futebol) do Andorinha e poderá estender-se entre a Ribeira Grande e a Fundoa (freguesia de Santo António), que é a zona mais crítica".

Paulo Cafôfo mencionou que no terreno estão 50 bombeiros, das duas corporações do Funchal (Municipais e Voluntários Madeirenses), dos municipais de Machico e de Câmara de Lobos, apoiados por 12 viaturas, tendo sido já requisitados mais 24 elementos para reforçar o combate.

"Até ao momento não há nenhuma habitação afetada", assegurou o presidente da câmara, apontando que o fogo surgiu numa área de mato e floresta, no limite com a zona de habitações, a uma altitude de 600 metros, numa altura em que o Funchal regista temperaturas de 37 graus e rajadas de vento na ordem dos 70 quilómetros/hora.

Os responsáveis salientaram que "o vento é que está a dificultar o combate" ao fogo, tendo um dos bombeiros ficado "ligeiramente ferido, por inalação de fumo".

Paulo Cafôfo apelou ainda à "calma" das pessoas que estão agora a aperceber-se do fogo, algumas em gozo de férias, que estavam fora do Funchal, aconselhando a que não afluam para a zona "para não dificultar o trabalho dos bombeiros".

No local estão também o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, a secretária da Inclusão e Assuntos Sociais, Rubina Leal, que tutela a área da Proteção Civil, e o presidente deste serviço, Luis Néri.

Lusa

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