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Os deputados que mais faltam e os que têm cadastro limpo

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Dos 230 deputados em funções, só os dois dos Verdes e outros 38 têm um registo limpo de faltas nos plenários da Assembleia da República. Assunção Cristas e Paulo Portas estão na lista dos mais ausentes.

Os ecologistas Heloísa Apolónia e José Luís Ferreira estiveram nas 89 reuniões magnas - normalmente às quartas, quintas e sextas - desta XIII Legislatura, entre 23 de outubro de 2015 e 20 de julho de 2016, com uma mudança de Governo pelo meio, salvo "escassas justificações de falta que possam estar eventualmente em trânsito".

Nas últimas 39 semanas, outros 12 deputados sociais-democratas, oito socialistas, 10 bloquistas, dois democratas-cristãos e seis comunistas não faltaram aos debates e votações, mas o total de faltas ascende a 934 em todas as bancadas, uma média de 11 deputados por sessão.

Os maiores grupos parlamentares - PSD e PS - lideram o ranking das ausências com 452 e 364 faltas respetivamente, seguindo-se o CDS-PP (79), PCP (24), BE (14) e o deputado único do PAN, André Silva (4).

Deputados sem faltas:

PSD - Carlos Silva, Fátima Ramos, Helga Correia, Inês Domingos, Jorge Paulo Oliveira, José Carlos Barros, Manuel Rodrigues, Germana Rocha, Maurício Marques, Pedro Pimpão, Sandra Pereira e Susana Lamas.
PS - António Cardoso, António Sales, Diogo Leão, Edite Estrela, Neto Brandão, Odete João, Ricardo Leão e Wanda Guimarães.
BE - Carlos Matias, Heitor de Sousa, Isabel Pires, Joana Mortágua, Jorge Campos, Jorge Costa, Luís Monteiro, Mariana Mortágua, Pedro Filipe Soares e Sandra Cunha.
CDS-PP - João Rebelo e Pedro Mota Soares.
PCP - Virgínia Pereira, Bruno Dias, Carla Cruz, Miguel Tiago, Paulo Sá e Rita Rato.
PEV - Heloísa Apolónia e José Luís Ferreira

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, tem no "cadastro" uma falta por "motivo justificado" e outra em missão de representação do órgão de soberania, tal como a esmagadora maioria dos restantes deputados, envolvidos em comissões, grupos de trabalho, visitas, mas também em reuniões das próprias bancadas e outras atividades político-partidárias.

Entre as lideranças partidárias, destaca-se a presidente centrista, Assunção Cristas, que só voltou ao parlamento ao 11.º plenário, após a queda do segundo Governo PSD/CDS-PP, com 13 faltas (três sem justificação, uma às votações e nove em trabalho político).

Curiosamente, o seu antecessor e ex-vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, atingiu as 17 faltas (16 em trabalho político e uma injustificada), apenas entre o 11.º e o 76.º plenários (28 semanas), pois abandonou o hemiciclo entretanto.

Os 15 deputados com mais faltas:

  1. - Carlos Alberto Gonçalves (PSD)
  2. - Paulo Pisco (PS)
  3. - José Cesário (PSD)
  4. - Vitalino Canas (PS)
  5. - Miranda Calha (PS)
  6. - Batista Leite (PSD)
  7. - Paulo Portas (CDS-PP) - renunciou em 09 de junho
  8. - Sérgio Sousa Pinto (PS)
  9. - Luís Leite Ramos (PSD)
  10. - Carlos Páscoa Gonçalves (PSD)
  11. - Duarte Marques (PSD)
  12. - Ana Catarina Mendes (PS)
  13. - Assunção Cristas (CDS-PP)
  14. - Matos Rosa (PSD)
  15. - Filipe Lobo d'Ávila (CDS-PP)

A secretária-geral-adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, também tem 13 ausências (11 em trabalho político, uma em trabalho parlamentar e outra sem justificação), enquanto o líder do maior partido da oposição, Pedro Passos Coelho (PSD), faltou seis vezes em virtude de trabalho político.

Mais à esquerda, a líder do BE, Catarina Martins, só esteve ausente em uma ocasião, igualmente por trabalho político, justificação dada também pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, para as suas duas faltas.

O "pódio" das ausências das reuniões magnas é encimado pelo social-democrata Carlos Alberto Gonçalves, eleito pelo círculo da Europa, com 22 (11 trabalho político, 11 trabalho parlamentar), o seu congénere socialista, Paulo Pisco, com 21 (16 trabalho político, três trabalho parlamentar, uma por doença e outra por assistência à família), e, finalmente, o deputado do PSD do círculo de Fora da Europa, José Cesário, com 20 (trabalho político).

Com Lusa

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