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Falta de recursos impede reforço de meios no combate às chamas no Porto

O comandante distrital de Operações de Socorro do Porto revelou hoje que "não houve reforço de meios de combate aos incêndios" no distrito, onde está ativado o Plano de Emergência, devido ao esgotamento dos recursos disponíveis no país.

"Não houve reforço de meios [na sequência da ativação do Plano Distrital de Emergência, pelas 00h15 de segunda-feira]. Não há capacidade de reforço de meios. O combate tem sido feito com a prata da casa. Não havendo capacidade de reforço de meios no país, [os bombeiros] vêm de onde?", lamentou Carlos Alves, responsável pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto.

Num momento em que o distrito regista "31 incêndios rurais", mobilizando "570 operacionais e 162 veículos", Carlos Alves admite estar a ter "dificuldades em renovar as equipas", que na segunda-feira estiveram no combate a 150 fogos.

"Para além das 60 equipas operacionais do Porto, tudo o resto tem sido feito por voluntários. Tratando-se de dias da semana, a disponibilidade [dos voluntários] é mais complicada. O apoio que temos já cá está desde domingo: um grupo de combate de Coimbra", descreveu o comandante.

Carlos Alves acrescenta que, depois da ativação do Plano Distrital de Emergência (PDE), descolaram-se para o distrito "dois pelotões militares" que, embora ajudem nas operações relacionadas com os incêndios, "não são reforço, porque não apagam fogos, apenas fazem vigilância pós-rescaldo".

A Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto decidiu, na madrugada de segunda-feira, tomar a decisão inédita de acionar o Plano Distrital de Emergência, tendo pedido ao Governo, pelas 2h um "reforço de nove grupos de combate", o equivalente a "cerca de 300 operacionais", revelou então à Lusa o presidente daquela entidade, Marco Martins,

"Foi-se esgotando a capacidade de reforço de meios. Ontem foi um dia terrível. Entretanto, temos também o distrito de Viana do Castelo com o Plano Distrital de Emergência", observou Carlos Alves.

De acordo com o responsável, pelas 09h20 existiam no distrito do Porto 31 incêndios rurais, dos quais três estavam "em curso".

Os restantes 29 estavam "noutras fases" do combate, que envolvem situações como "em conclusão" ou "em resolução".

O distrito do Porto é o que maior número de "incêndios rurais em aberto" tem registado nos últimos dias, de acordo com a página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Pelas 10h, o portal da ANPC indicava a existência de 28 incêndios rurais em aberto no distrito do Porto, envolvendo 462 operacionais, 141 meios terrestres e dois meios aéreos.

Quanto às "ocorrências importantes", designação atribuída a incêndios rurais "de duração superior a três horas e com mais de 15 meios de proteção e socorro envolvidos", a ANPC assinala um no distrito do Porto, em São Pedro da Cova, concelho de Gondomar.

De acordo com a ANPC, estão mobilizados para este fogo "com três frentes ativas" 108 operacionais apoiados por 31 meios terrestres.

Lusa

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