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Fogo desce até à cidade do Funchal e gera trânsito caótico

O vento forte e as elevadas temperaturas fizeram com que o fogo que lavra nas zonas altas do concelho do Funchal desde a tarde de segunda-feira descesse até ao centro da cidade, provocando algum caos e pânico entre a população.

O trânsito está caótico, com muitos congestionamentos na baixa do Funchal, tendo a Polícia de Segurança Pública (PSP) encerrado as entradas da cidade. A via rápida foi encerrada entre o nó da Cancela (parte este da cidade) e Santo António, nos dois sentidos.

A Lusa constatou que é muito difícil respirar no Funchal, devido ao tempo quente e ao denso fumo, com as pessoas a usarem máscaras. Têm sido audíveis várias explosões, depois de a situação se ter agravado ao final da tarde.

O Serviço Regional de Proteção Civil já apelou às pessoas que estão no Funchal e "que não se encontram nas zonas afetadas pelos vários focos de incêndio ativos que permaneçam nas suas habitações e, especialmente, que não circulem utilizando viaturas".

As zonas da Pena, da Rochinha, da Boa Nova e Til são alguns locais de onde surgem relatos de problemas devido ao fogo.

O presidente da Câmara do Funchal disse à Antena 1 que a capacidade de realojamento do Regimento de Guarnição N.º3, o quartel do Funchal, onde foram realojadas cerca de três centenas de pessoas, está esgotada.

A autarquia já contactou o presidente do Club Sport Marítimo para avaliar a possibilidade de ser utilizado o Estádio dos Barreiros para deslocar cidadãos afetados pelos incêndios.

Junto ao Centro de Segurança Social no Funchal a Lusa constatou que um grupo de cidadãos conseguiu apagar o foco que surgiu junto de um depósito de gás de um complexo habitacional na rua Elias Garcia.

Muitas pessoas utilizam mangueiras para molhar terrenos, casas, muros e carros.

Centenas de desalojados, muitas dezenas de casas destruídas, aproximadamente 200 pessoas assistidas no hospital do Funchal devido a problemas de inalação de fumo e um ferido grave transferido para Lisboa pela Força Aérea são algumas das consequências do fogo que tem devastado o Funchal e outros concelhos da Madeira.

Os hospitais dos Marmeleiros e João de Almada foram evacuados.

O primeiro-ministro já anunciou que uma equipa de 35 elementos vai deslocar-se hoje para a Madeira para apoiar no combate ao fogo.

Lusa

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