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Ministro do Planeamento recusa avaliar prevenção de fogos "em cima do joelho"

Ministro do Planeamento recusa avaliar prevenção de fogos "em cima do joelho"

O ministro do Planeamento e Infraestruturas diz que está a fazer o "melhor possível, em condições difíceis", no que diz respeito ao combate dos incêndios. No entanto, Pedro Marques recusa avaliar a atual prevenção dos fogos "em cima do joelho".

O ministro Pedro Marques destacou "o grande esforço" dos bombeiros e da Proteção Civil no combate aos incêndios que lavram um pouco por todo o país, considerando que os meios existentes são "adequados para uma época de incêndios normal".

Porém, o governante reconheceu que, "em determinados anos e em determinados picos de calor, todos os meios são poucos face à emergência que ocorre com todo esse calor, com todas essas condições climatéricas".

"A palavra é de encorajamento e de agradecimento a profissionais incríveis e voluntários que estão por todo o país a fazer tudo para debelar o mais rapidamente possível estes incêndios que têm flagelado o continente, as regiões autónomas, em particular a Madeira", declarou o ministro, à margem da apresentação pública do Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril, em Lisboa.

Questionado sobre a atual prevenção de incêndios em Portugal, Pedro Marques frisou que existe legislação e fiscalização nesse sentido, referindo que a avaliação da prevenção existente não deve ser feita "no calor do momento".

Sobre a necessidade de cortar estradas, que no domingo deixou vários automobilistas parados durante horas na A1, na A44, na A29 e na A41, o ministro Pedro Marques disse que "foi por razões imperiosas de segurança que se determinou o encerramento temporário dessas autoestradas".

"O mais importante naquele momento era garantir as condições de seguranças, quer para aqueles que estavam no combate aos incêndios, quer em particular para aqueles que circulavam nas nossas autoestradas", reforçou o governante.

"Queremos todos, sobretudo, ultrapassar esta situação e deixá-la para trás e acreditamos que os próximos dias o permitirão", referiu o ministro do Planeamento e Infraestruturas, acreditando que "com condições adequadas do ponto de vista climatérico e com o grande trabalho dos bombeiros" vai ser possível combater "rapidamente" os incêndios.

Largas centenas de operacionais das forças de segurança têm estado nos últimos dias, em que as temperaturas subiram, a combater incêndios florestais de grandes dimensões em diferentes zonas do país.

Os distritos de Aveiro, Viana do Castelo, Viseu e Porto têm motivado grandes preocupações entre as autoridades, havendo também uma operação significativa no Funchal, na Madeira.

Com Lusa

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