sicnot

Perfil

País

Proteção Civil alerta para condições "extremamente adversas" nos próximos dias

O comandante operacional nacional da Proteção Civil, José Manuel Moura, alertou esta terça-feira para "situações extremamente adversas" para os próximos dias, quanto a incêndios, estando o país em estado de alerta laranja até final da próxima semana.

Num balanço na Autoridade Nacional da Proteção Civil (APNC), em Lisboa, o responsável disse que "não há tendência para que o risco seja amenizado", devido às previsões de vento forte, na quarta-feira, em especial nas zonas norte e centro, e de nova subida de temperatura, a partir desse dia.

A situação em termos de incêndios, disse José Manuel Moura, assemelha-se a 2003 e 2013, dois dos piores anos neste século. Os últimos três dias, explicou, foram de "dificuldade extrema".

Dias como o de domingo e segunda-feira tiveram mais de 400 ocorrências e foram de "dificuldade extrema" no combate a incêndios, ainda que tenha sido acionado o alerta amarelo, no passado sábado, com mais um "conjunto significativo de elementos" e grupos de ataque ampliados.

A zona mais afetada pelas chamas foi até agora o norte do país. Segundo José Manuel Moura, no sábado, Porto e Braga tiveram quase metade dos incêndios, quando o estado de alerta foi agravado para laranja e se registou o maior número de ocorrências num só dia, 455, com o envolvimento de mais de 11 mil operacionais no combate às chamas, auxiliados por mais de 300 viaturas.

Na segunda-feira (com mais de 400 ocorrências, especialmente em distritos como Porto, Braga e Viana do Castelo) foi prolongado o estado de alerta e mobilizados novos grupos de ataque em vários distritos, e hoje foi decidido prolongar o estado de alerta até dia 20.

Nos combates aos incêndios estão mobilizados ainda 18 pelotões militares e estão a ser utilizadas cinco máquinas de arrasto. Até agora foram acionados dois planos distritais de emergência e três municipais.

José Manuel Moura fazia o ponto de situação após uma reunião com o primeiro-ministro e com a ministra e o secretário de Estado da Administração Interna, na qual António Costa se inteirou da situação, no continente e na Madeira.

O comandante operacional mostrou-se "seriamente preocupado", essencialmente com as previsões de vento forte, já a partir da próxima madrugada, com rajadas que podem ir até 60 quilómetros por hora, "atravessando áreas afetadas por incêndios florestais".

Depois de um dia de vento, as previsões indicam novo aumento das temperaturas, pelo menos até final da próxima semana.

Ao início da noite de hoje havia 149 incêndios, que estavam a ser combatidos por mais de quatro mil bombeiros. Porto e Viana do Castelo eram os distritos mais afetados.

Lusa

  • Mais de 300 pessoas retiradas das suas casas no Funchal
    3:12

    País

    O incêndio no Funchal agravou-se durante a noite. Neste momento, o cenário na Madeira é devastador: centenas de casas destruídas e estradas cortadas. Mais de 300 pessoas tiveram de ser retiradas das suas casas. O plano de emergência regional já foi ativado. Segundo as autoridades, foi fogo posto e já prenderam o suspeito.

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • Morreu Miguel Beleza

    País

    Miguel Beleza, economista e antigo ministro das Finanças, morreu esta quinta-feira de paragem cardio-respiratória aos 67 anos.

  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.