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Autarca de Santiago do Cacém justifica viagem a convite da Galp com "relações institucionais"

A Câmara de Santiago do Cacém justificou a viagem do presidente do município a França, para o campeonato europeu de futebol, a convite da Galp, com as "relações institucionais" que a autarquia mantém com a empresa.

Num comunicado enviado hoje à agência Lusa, o gabinete de comunicação da Câmara Municipal de Santiago do Cacém confirma que o presidente da autarquia, Álvaro Beijinha, "esteve em Lyon", em França, a 22 de junho, "a convite do diretor da refinaria de Sines [da Galp]".

Lembrando que "a autarquia tem relações institucionais com a refinaria de Sines há mais de uma década", o mesmo documento explica que "a câmara assume um papel de interlocutor entre o movimento associativo do município e a refinaria de Sines, razão pela qual esta empresa entendeu convidar o município".

E, justifica: "foi nesse âmbito, que o presidente da Câmara aceitou o referido convite".

Com muitos dos trabalhadores da refinaria de Sines a residir no concelho de Santiago do Cacém, a autarquia assina anualmente protocolos com a empresa, que visam "apoios anuais a grupos desportivos e culturais".

"Não existe, contudo, nenhuma dependência de ordem financeira, económica, ou qualquer outra, que ponha em causa a isenção da Câmara Municipal de Santiago do Cacém em relação à empresa Galp Energia", pode ler-se ainda no comunicado.

Além do autarca de Santiago do Cacém, também o de Sines foi hoje criticado pela estrutura local do Bloco de Esquerda (BE) por ter alegadamente aceitado o convite da empresa para viajar até França para ver o jogo da seleção de Portugal, no campeonato europeu de futebol 2016.

Num comunicado em que exigem explicações aos dois autarcas, os bloquistas consideraram que, tendo em conta que a empresa "lhes pagou a viagem", a situação é uma "reprovável promiscuidade entre o poder local e esta empresa gigantesca".

A convite da Galp viajaram para Lyon, em França, para assistir a um jogo da seleção nacional no campeonato europeu de futebol, os secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, da Indústria, João Vasconcelos, e da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, uma situação que tem gerado polémica desde a semana passada, quando veio a público.

Lusa

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