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Banco Alimentar do Porto distribui ajuda aos bombeiros do Norte

​O Banco Alimentar do Porto vai distribuir, na quinta-feira, alimentos e água aos bombeiros da região Norte, disse hoje o presidente da instituição distrital, sublinhando haver bombeiros sem comer há 24 horas.

"Foi uma atitude puramente natural. No fundo, responder a um pedido que é feito pela Associação Nacional dos Bombeiros no sentido de dar o que pudermos, dentro das nossas poucas possibilidades, mas que são algumas. Aliviarão muita gente que, nesta altura, está a combater ou já combateu ou continua a combater os incêndios sobretudo na região Norte de Portugal", disse à Lusa o presidente do Banco Alimentar Contra a Fome do Porto, António Cândido da Silva.

Desta forma, com a "presença e o apoio do presidente da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários, Rui Silva", a instituição vai distribuir, através de meios próprios, alimentos como laranjas, leite, água, sumos, bolachas, bolos e cereais junto de corporações que combatem incêndios em concelhos como Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo, Arouca e Águeda.

Sem querer quantificar, António Cândido da Silva lembrou que o Banco Alimentar Contra a Fome realiza duas campanhas anuais, mas que, "ao contrário do que muita gente pensa, os bancos alimentares não trabalham apenas dois ou quatro dias por ano".

"Todos os dias recebemos através de empresas com produtos excedentários, de campanhas, do Mercado Abastecedor do Porto, bens e todos os dias distribuímos às instituições. Neste caso, nesta altura que é tão premente para Portugal aqui no distrito do Porto também temos obrigações", realçou o dirigente do banco alimentar distrital, sublinhando que o facto de ser o maior da região Norte acarreta "obrigações para com a comunidade" que vão além do distrito.

Na terça-feira, os dois vice-presidentes da Federação dos Bombeiros do Distrito do Porto disseram à Lusa que quem quiser ajudar os milhares de bombeiros que há dias se encontram no terreno a combater incêndios pelo país deve levar-lhes água e alimentos leves.

"Quando estamos nos teatros de operações, não nos podemos esquecer da logística, da alimentação, mas no combate, muitas vezes, deixamos de lado essa preocupação que devia ser premente. Focamo-nos no combate e esquecemo-nos de que os nossos homens têm que ser alimentados e repousar e retemperar forças para que continuemos no combate de forma mais firme e eficaz", disse o também comandante dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, José Júlio Pereira.

Para este vice-presidente da distrital do Porto "toda a ajuda será bem-vinda", mas há que salientar a importância da água potável.

Lusa

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