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Defesa da Mata Nacional do Bussaco é uma das preocupações dos bombeiros

O incêndio florestal que lavra no concelho de Anadia, Aveiro, já atingiu o município vizinho da Mealhada, a sul, e pode pôr em perigo a Mata Nacional do Bussaco, cuja defesa é uma das preocupações dos bombeiros.

"O incêndio está a descer do Salgueiral em direção ao Trezói [já no concelho de Mortágua, distrito de Viseu] e uma das nossas preocupações é a defesa da Mata do Bussaco", disse à agência Lusa o 2.º comandante operacional distrital de Aveiro, Pinheiro Duarte, ao início da noite.

Também António Gravato, presidente da Fundação Mata do Bussaco (FMM), entidade que gere aquele espaço natural com mais de 100 hectares, manifestou-se "preocupado" com a progressão do incêndio, que pode atingir a serra do Bussaco e entrar na Mata "pelo mesmo caminho que fizeram as Invasões Francesas", ilustrou.

"O ex-líbris que é a Mata do Bussaco pode hoje ou dentro de poucas horas cair por terra e isso preocupa-nos", frisou.

No entanto, António Gravato destacou a "solidariedade muito grande" de todas as entidades envolvidas - bombeiros, municípios e particulares, entre outros - no combate às chamas, "primeiro para acorrer às pessoas e aos seus bens, mas sempre com o espetro da Mata do Bussaco em fundo".

A Mata dispõe de um Plano Especial de Intervenção Florestal, desenhado precisamente para fazer face a incêndios florestais, e as "ameaças previstas "estão a confirmar-se, infelizmente", notou.

O plano inclui a intervenção de duas equipas de funcionários da FMM, com dez homens e um tanque de mil litros de água, que, não sendo sapadores florestais, "estão treinados para desenvolver esse trabalho".

As chamas do incêndio que começou às 02:27 no concelho de Anadia estavam a ser combatidas às 19:20 de hoje por 252 operacionais (nos quais se inclui um grupo de reforço de 70 bombeiros proveniente de Setúbal e da região de Lisboa), apoiados por 72 viaturas e dois aviões ligeiros.

Já o presidente da autarquia da Mealhada, Rui Marqueiro, afirmou que ao final da tarde de hoje se viveu um "cenário dantesco" no concelho, com as chamas a ameaçarem as aldeias de Várzeas e Catraia, perto da vila termal do Luso.

"Estamos a dar o máximo dos máximos para acudir às situações mais graves. Temos cinco casas prontas para receber eventuais desalojados. Esperemos que isso não seja necessário", afirma, em comunicado, o autarca da Mealhada.

Rui Marqueiro indica ainda que a Mealhada acionou, na manhã de hoje, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, a exemplo do que fez o município de Anadia. Também a Comissão Distrital de Proteção Civil de Aveiro decidiu hoje ativar o Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil em todo o distrito, o terceiro do continente a ser ativado, depois do Porto e Viana do Castelo.

Lusa

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