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Incêndios causam três mortos na zona do Funchal

(Arquivo)

LUSA

Três pessoas morreram na sequência dos incêndios que deflagraram no Funchal. Há ainda a registar dois feridos graves e cerca de mil desalojados, entre residentes e turistas. As chamas continuam descontroladas. O Governo Regional vai reunir-se de emergência.

Última atualização às 10:02

O Governo Regional da Madeira vai reunir-se de emergência hoje de manhã na sede do executivo, disse à agência Lusa fonte da presidência do governo.

A reunião irá realizar-se depois do presidente do governo regional, Miguel Albuquerque, visitar as zonas mais afetadas pelos incêndios, as zonas da Boa Nova e Choupana.

Três mortes confirmadas e um desaparecido

Duas das mortes ocorreram na zona da Pena, na freguesia de Santa Luzia, na travessa Silvestre Quintino de Freitas, sendo moradores de duas das residências atingidas pelo fogo, segundo o Governo Regional da Madeira.

Na terça-feira, fonte do Governo regional já tinha adiantado a morte de uma idosa que estava acamada numa das habitações afetadas.

A mesma fonte adiantou que uma pessoa está dada como desaparecida.

Mais de mil pessoas deslocadas

Os incêndios que deflagraram pelas 15:30 de segunda-feira no Funchal provocaram ainda dois feridos graves, cerca de mil desalojados, entre residentes e turistas, muitas casas e um hotel [Choupana Hills] foram consumidos pelas chamas, tendo o fogo descido à cidade na noite de terça-feira e afetado o centro histórico de São Pedro. Os prejuízos materiais são avultados.

À semelhança de centenas de madeirenses, o deputado Edgar Silva teve de fugir de casa. Considera que a ajuda foi acionada de forma tardia e diz que falta apoio humanitário:

As autoridades tiveram de evacuar dois hospitais, diversos hotéis, estando cerca de 600 pessoas no Regimento de Guarnição n.º3 (quartel do Funchal), 300 no estádio dos Barreiros e 50 no centro cívico de São Martinho.

O Governo Regional da Madeira dispensou os funcionários considerados não imprescindíveis de comparecerem ao serviço hoje de manhã para evitar um grande afluxo de pessoas no centro da cidade.

Também as consultas externas no hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, foram adiadas pelo segundo dia consecutivo.

Frentes da Choupana e Boa Nova são as mais preocupantes

Os focos de maior preocupação para as forças de segurança são os da Choupana e Boa Nova.

Outras frentes de incêndio também se registam nos concelhos de ilha, sendo de alguma preocupação a situação na Ponta do Sol.

Cerca de 135 efetivos, 115 oriundos de Lisboa e outros 20 Açores, foram enviados para a Madeira para reforçar as equipas no combate aos incêndios.

Com Lusa

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