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Mais de 150 casas destruídas pelas chamas na Madeira

O Governo Regional da Madeira informou esta quarta-feira à noite que existem ainda três fogos ativos na ilha e que já estão contabilizadas mais de 150 habitações sem condições de habitabilidade.

No último balanço do dia à situação dos incêndios, a secretária da Inclusão e Assuntos Sociais, Rubina Leal, disse que 409 desalojados e deslocados ainda se encontram no Regimento de Guarnição 3, onde esta manhã estavam cerca de 1.000.

"As pessoas estão a voltar às habitações, dentro da normalidade", afirmou, sublinhando que a melhoria nas condições climatéricas, com vento fraco/moderado, facilitou hoje as operações de combate aos incêndios, o mesmo devendo acontecer durante a noite, com a temperatura a baixar dos 35 para os 25 graus.

Os três fogos ativos situam-se em São João Latrão, nas zonas altas de São Gonçalo (Funchal), em Câmara de Lobos e na Calheta (zona oeste da ilha).

"Temos também dois fogos em fase de rescaldo, um situado nas Eiras e outro nas Carreiras (concelho de Santa Cruz, zona leste) e um fogo em vigilância ativa na Ribeira Brava (zona oeste)", explicou.

A governante destacou, por outro lado, o apoio que o executivo tem recebido de várias instituições.

Rubina Leal lembrou ainda que o tempo que se fez sentir na Madeira nos últimos dias foi uma "catástrofe natural", potenciada com mão criminosa, e lembrou hoje foi efetuada a prisão preventiva de um homem suspeito de estar na origem dos fogos.

"Tivemos temperaturas que não se fazem sentir desde 1976 na região autónoma, superiores a 38 graus, tivemos humidade de 10 por cento, tivemos rajadas de vento nas zonas altas superiores a 90 quilómetros/hora", explicou, realçando que este foi o segundo ano de execução do Plano Operacional de Combate aos Incêndios Florestais e que os bombeiros estão "devidamente habilitados e com formação constante".

Lusa

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