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PR diz que missão de Costa na Madeira "não é só de solidariedade, é executiva"

O Presidente da República afirmou esta quarta-feira que a missão do primeiro-ministro sobre os incêndios na Madeira "não é só de solidariedade, é executiva" e por isso António Costa estará na ilha quinta-feira para falar sobre apoios.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas durante a visita de quase quatro horas aos locais mais afetados pelos incêndios que têm assolado a região da Madeira nos últimos dias, começando por recordar que o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, "marcou um prazo claro" de duas semanas para apresentar os números e os levantamentos dos estragos.

"Amanhã [quinta-feira] está cá o senhor primeiro-ministro. Precisamente, a sua missão não é só de solidariedade, é executiva", considerou, antecipando que António Costa se vai sentar "à mesa com o senhor presidente do Governo Regional e vão ver de onde vêm os fundos, se é da Europa, se é do Orçamento, para que situação de emergência".

Segundo o Presidente da República, "feito o levantamento, feitas as contas, feito o somatório das necessidades, é preciso começar a reconstruir".

Marcelo Rebelo de Sousa confidenciou que aquilo que mais o "impressionou foi a determinação das pessoas, olhando já para o futuro".

"Eu achava que ia encontrar muita gente em baixo e encontrei uma força de ânimo, uma determinação", enalteceu.

Para o Presidente da República, "é preciso pensar duas vezes" que, "quer na zona florestal, quer na zona urbana, são os terrenos abandonados".

"Falaram que prédios que foram mais rapidamente atingidos foram prédios abandonados, devolutos. E isso, com todo o devido respeito pela propriedade de direito e pelos proprietários, não pode continuar assim. Tem que se pensar num regime em que, se os próprios não conseguem e não pagam as obras, que de outra maneira se fariam, tem de haver uma intervenção da administração para pelo menos garantir que se previne uma situação daquilo não ser um foco de incêndio", defendeu.

Na opinião de Marcelo Rebelo de Sousa, "isso obriga a uma intervenção a nível governativo" e "enquanto está quente a situação é que se deve pensar".

Lusa

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