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Avistamentos de golfinhos no Norte são normais e pessoas devem evitar contacto

A passagem de golfinhos pela costa do Norte do país, como tem acontecido nos últimos dias, é algo "perfeitamente normal", disse esta terça-feira a investigadora Catarina Eira, realçando, como as autoridades, que as pessoas não devem tentar o contacto.

Desde, pelo menos, segunda-feira, têm surgido nas redes sociais relatos de múltiplos utilizadores que dão conta do avistamento de golfinhos entre Vila Nova de Gaia e Vila do Conde, no distrito do Porto, como um jovem que escreveu que "estão dezenas de golfinhos a passar na praia da Agudela [em Vila Nova de Gaia] e a fazer aquele salto de golfinho que só se vê nos filmes".

Contactada pela Lusa, a investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro Catarina Eira procurou sublinhar a normalidade do fenómeno: "O avistamento de golfinhos na costa é perfeitamente normal. Acontece com frequência, só que as pessoas não estão alertadas e então não notam. Da nossa costa é possível ver golfinhos-comuns e botos, sendo que os botos se aproximam bastante".

Depois de assistir a imagens nas redes sociais identificadas como sendo dos avistamentos de segunda-feira, Catarina Eira esclareceu que um dos grupos em causa parecia ser um conjunto "familiar de roazes e parece haver crias, o que é bastante engraçado".

"É o que nós chamamos de uma escola: um grupo de fêmeas com as crias e nalgumas filmagens parecem estar em alimentação porque concentram-se numa determinada zona e fazem natação não direcional", declarou a investigadora que acrescentou que os golfinhos-comuns podem chegar a viajar em grupos de mais de uma centena.

Já o comandante da Zona Marítima do Norte, Teixeira Pereira, realçou também a normalidade do fenómeno e reconheceu não haver um registo dos avistamentos, exceto quando envolvem acidentes ou quando os animais dão à costa.

Teixeira Pereira lembrou ainda que as condições do mar no Norte têm estado "muito favoráveis, com pouca agitação marítima", o que faz com que seja "mais visível os animais virem à tona".

"Quando o mar está mais agitado não se consegue distinguir tão bem e acho que estas condições de observação são mais favoráveis", afirmou.

Questionado sobre que indicações dar às pessoas quando em eventual proximidade dos golfinhos, Teixeira Pereira sublinhou que os conselhos vão no sentido de não perturbar os animais, algo que vai ao encontro das declarações de Catarina Eira, que recorda que, caso um golfinho chegue à areia, deve ser contactada de imediato a Polícia Marítima.

Lusa

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