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PS defende novo planeamento urbanístico para a Madeira

O PS/Madeira considerou que esta região autónoma precisa de um novo ordenamento urbanístico e florestal para impedir catástrofes semelhantes aos incêndios ocorridos na segunda semana de agosto.

"Temos de reordenar a região do ponto de vista urbanístico, de forma completamente diferente e adaptado àquilo que são as circunstâncias destes temporais e incêndios que temos tido", disse o presidente do PS/Madeira, Carlos Pereira, durante a visita às zonas afetadas pelos incêndios que fustigaram o arquipélago.

Carlos Pereira lembrou que existe "um plano de ordenamento do território da Região Autónoma da Madeira (RAM) que está desatualizado há mais de 30 anos", acrescentando que é necessário rever os instrumentos de gestão territorial, como o Plano de Ordenamento da RAM (POTRAM), o Plano Direto Municipal (PDM) e outros, "para que catástrofes como estas não se repitam, a bem das populações e da imagem da Madeira, enquanto destino turístico".

O também deputado à Assembleia Legislativa da Madeira informou, no entanto, que "a primeira fase e a mais importante nesta altura é a de ajudar as pessoas", apelando ao empenho de todos os partidos políticos, dos governantes e autarcas para encontrar soluções para resolver os problemas das pessoas afetadas, não se focando em "politiquices".

O deputado madeirense revelou que na quarta-feira se vai reunir com dois secretários de Estado que estão acompanhar e coordenar a situação dos incêndios, para discutir e encontrar soluções sobre este problema.

Segundo Carlos Pereira, a segunda fase é a de reconstrução, o momento de "transformar a Madeira" para "melhor e com fatores de atração".

"Esta reconstrução não pode ser feita em cima do joelho, tem de ser feita com planeamento, com ordenamento e a pensar que estas coisas podem voltar a acontecer, mas não podem ter as consequências graves que tiveram desta vez", concluiu.

O presidente do PS/Madeira aproveitou para elogiar o trabalho "incansável" feito pelo presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo durante os dias dos incêndios.

Os fogos que na segunda semana deste mês atingiram a Madeira afetaram sobretudo o concelho do Funchal, onde fizeram três mortos e um ferido grave, centenas de desalojados e deslocados, bem como prejuízos em bens públicos e privados avaliados pela Câmara Municipal em cerca de 61 milhões de euros.

Lusa

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