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Mãe que afogou filhas em Paço de Arcos acusada pelo MP de homicídio qualificado

MANUEL DE ALMEIDA

O Ministério Público quer a pena máxima para a mulher que provocou a morte das duas filhas, em fevereiro, atirando-as para o rio Tejo. De acordo com a edição desta sexta feira do Correio da Manhã, a acusação já foi deduzida.

O Ministério Público acusou hoje de "homicídio qualificado" a mãe das duas crianças que morreram a 15 de fevereiro junto ao forte de Geribita, em Paço de Arcos, tendo requerido julgamento em tribunal coletivo.

Numa nota publicada no 'site' da internet da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, o Ministério Público esclarece que requereu o julgamento em tribunal coletivo da arguida pela "prática de dois crimes de homicídio qualificado".

"No essencial está indiciado que a arguida no dia 15 de fevereiro de 2016, pelas 20:59, após aguardar, cerca de uma hora, dentro do veículo automóvel em que se deslocou que a maré atingisse o seu pico, entrou com as filhas menores, respetivamente de dois e quatro anos de idade, no mar, junto ao forte de Geribita, em Paço de Arcos, e submergiu-as no mar, afogando-as e provocando-lhes a morte", pode ler-se no documento.

A mesma nota adianta ainda que o inquérito foi dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Oeiras com a coadjuvação da Policia Judiciária.

A arguida aguarda julgamento em prisão preventiva, medida de coação a que se encontra sujeita desde 17 de fevereiro de 2016.

O corpo da criança de 19 meses foi encontrado no dia do desaparecimento, enquanto o da sua irmã de quatro anos esteve desaparecido durante sete dias, até que foi encontrado na praia de Caxias, em Oeiras.

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