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Diretores querem professores colocados nas escolas até ao final de julho

Os diretores escolares consideram positivo que todos os horários completos pedidos pelas escolas tenham ficado preenchidos na contratação inicial, mas pedem que este concurso fique fechado no final de julho, em benefício dos professores.

"Isto é positivo para as escolas, os professores começam a trabalhar logo a 01 de setembro, mas o timing é negativo para os professores, que ficam a saber no final de agosto que a 1 de setembro têm de se apresentar a quilómetros de casa", disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima.

O concurso de professores de 2016 colocou 7.306 docentes nas escolas em contratação inicial e mobilidade interna, de acordo com os dados divulgados esta terrça-feira pelo Ministério da Educação, um acréscimo de cerca de 500 professores em comparação com o ano anterior.

A tutela afirma ainda que, no que diz respeito a horários completos, "todos os horários solicitados pelas escolas foram já preenchidos pelos professores colocados nesta fase, de acordo com as preferências manifestadas pelos mesmos", e que estão "reunidas todas as condições para um regular início do ano letivo".

Em resposta à Lusa, o ME indicou, no entanto, que estão ainda por preencher cerca de 150 horários inferiores a oito horas, os quais serão ocupados em contratação de escola.

Filinto Lima entende que o Governo "deve legislar para que estes horários sejam preenchidos em final de julho", o que para as escolas facilitaria e anteciparia, por exemplo, a distribuição de serviço docente.

"Este é um problema para atacar para o próximo ano letivo", disse.

Em comunicado, o Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE) adiantou ter pedido uma reunião com caráter de urgência ao ministro da Educação para pedir o alargamento do prazo para aceitação das colocações, fixado em 48 horas.

O sindicato considera que os resultados do concurso hoje divulgados foram conhecidos muito tarde, temendo que "a situação crie complicações no arranque do ano letivo".

"A reunião solicitada pelo SIPE ao ministro da Educação com caráter de urgência tem assim o objetivo de pedir o alargamento do prazo para aceitação da colocação por parte dos professores, e em simultâneo apresentar à tutela propostas concretas para que nos próximos anos o arranque do ano letivo decorra sem contratempos", lê-se no comunicado do SIPE.

O sindicato entende que não há justificação para que os resultados deste concurso saiam tão tarde e defende que o problema seria facilmente resolvido com a antecipação das matrículas.

Lusa

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