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FNE quer antecipar em um mês as colocações de professores

A Federação Nacional da Educação (FNE) defendeu hoje a antecipação, em um mês, das colocações de professores para dar "maior estabilidade" às pessoas e às escolas e evitar "prejuízos" pela definição feita apenas em finais de agosto.

Um dia depois de conhecida a colocação de mais de sete mil docentes, a FNE argumentou ser "essencial que sejam corrigidas as datas de organização de cada ano letivo" e que os docentes sejam colocados até ao final do mês de julho para que a 01 de setembro "todos saibam com o que é que contam".

"Os docentes têm o direito -- todos - ao conhecimento atempado da sua colocação para cada ano letivo, para poderem organizar as suas vidas pessoal e familiar sem angústias e sem precipitações", lê-se no comunicado divulgado hoje.

Por seu lado, as escolas, segundo a FNE, "devem saber tão cedo quanto possível com que professores contam para cada ano letivo" até para conseguirem fazer a organização definitiva dos horários.

Além da antecipação de todas as datas organizacionais das escolas, a FNE defendeu ainda a necessidade de uma "definição correta da dimensão do quadro de cada escola agrupada/não agrupada, colocando, por concurso, todos os docentes que são necessários ao seu normal funcionamento" para que haja um corpo docente estável.

Para chegar a estes objetivos, a FNE indicou caminhos como a "discussão pública, a negociação e a concertação".

O Ministério da Educação divulgou terça-feira as listas de colocação de professores nas escolas no âmbito do concurso de mobilidade interna e contratação inicial.

Este ano, 7.306 docentes foram colocados nas escolas, mais 500 do que no ano anterior, segundo a tutela.

A tutela afirma ainda que, no que diz respeito a horários completos, "todos os horários solicitados pelas escolas foram já preenchidos pelos professores colocados nesta fase, de acordo com as preferências manifestadas pelos mesmos", e que estão "reunidas todas as condições para um regular início do ano letivo".

Em resposta à agência Lusa, o ME indicou, no entanto, que estão ainda por preencher cerca de 150 horários inferiores a oito horas, os quais serão ocupados em contratação de escola.

Lusa

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