sicnot

Perfil

País

PSD quer ouvir ministra e presidente demissionário da Proteção Civil

O PSD quer ouvir no Parlamento a ministra da Administração Interna e o presidente demissionário da Autoridade Nacional de Proteção Civil para explicarem a situação e garantirem que o combate aos incêndios não vai ser prejudicado.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da bancada do PSD, Hugo Soares, disse que a demissão hoje do presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) surpreendeu por ser numa altura em que o país se encontra fustigado por um conjunto de incêndios que têm alarmado as populações e devastado uma grande parte do território.

"Por isso, o PSD considera que a ministra da Administração Interna e o presidente demissionário da ANPC têm que rapidamente dar justificações acerca deste facto. Vamos hoje mesmo apresentar um requerimento com caráter de urgência na Comissão de Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias para os podermos ouvir acerca da demissão e sobre o que a senhora ministra está a preparar-se para fazer para acautelar o combate aos incêndios", sublinhou.

Hugo Soares disse ainda que o PSD quer também que Constança Urbano de Sousa "garanta que a ANPC não sofrerá com toda a situação".

O presidente da ANPC demitiu-se do cargo na sequência do inquérito ao caso dos helicópteros Kamov, disse à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).

Segundo a fonte, Francisco Grave Pereira apresentou na segunda-feira à ministra o pedido de demissão, que foi aceite.

A ministra dará mais pormenores sobre o assunto na conferência de imprensa que está agendada para as 12:00, na Proteção Civil, para o balanço operacional intercalar da Fase Charlie do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais de 2016 relativo ao mês de agosto.

A demissão está relacionada com o inquérito que no verão do ano passado a então ministra da Administração Interna Anabela Rodrigues determinou à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) que abrisse para averiguar os problemas com os Kamov.

A notícia foi inicialmente avançada pelo jornal Público, que adianta que a IGAI imputa a Francisco Grave Pereira "violação do dever de zelo na forma como a autoridade geriu o processo de transferência dos seis helicópteros pesados Kamov para a empresa que os está a operar, a Everjets".

Em declarações à Lusa, o vice-presidente da bancada do PSD disse que o partido vai pronunciar-se sobre o relatório determinado por Anabela Rodrigues quando forem conhecidas as conclusões. "O importante agora é que esta demissão não prejudique o combate aos incêndios", concluiu.

Lusa

  • "Não se reconstroem serviços públicos em dois anos"
    0:53

    País

    O Ministro da Saúde diz que os problemas do Serviço Nacional de Saúde não se resolvem em dois anos nem se consegue reverter a trajetória de desinvestimento e delapidação dos serviços públicos até 2019, ou até ao final da legislatura. Em entrevista ao jornal Público e à rádio Renascença, Adalberto Campos Fernandes admitiu ainda que é contra a eutanásia, mas garante que o SNS estará pronto a aplicar a lei, se assim for decidido pelo Parlamento.

  • "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês" (Parte I)
    35:45

    Operação Marquês

    A acusação da Operação Marquês diz que, em 5 anos, foram pagos quase 36 milhões de euros de luvas a José Sócrates. A maior fatia veio do Grupo Espírito Santo. O Ministério Público fala em pagamentos por decisões políticas sobre negócios da PT, alegadamente em benefício de Ricardo Salgado. Além de Sócrates, também Zeinal Bava e Henrique Granadeiro terão recebido dezenas de milhões de euros do ex-banqueiro. Nesta primeira parte da reportagem "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês", começamos a seguir do rasto desse dinheiro, conduzidos pelas pistas deixadas à investigação, nos registos secretos de um director do Grupo Espírito Santo.

  • "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês" (Parte II)
    24:59

    Operação Marquês

    O Ministério Público estima que, em apenas 8 anos, a ES Enterprises movimentou mais de três mil milhões de euros. E sempre à margem de qualquer controlo. Na tese da Operação Marquês, foi desta empresa fantasma que saiu a maior parte das luvas alegadamente pagas por Ricardo Salgado a José Sócrates, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Hélder Bataglia, por causa dos negócio da PT. Na primeira parte da grande reportagem "Oui, Monsieur - o saco azul do marquês" vimos como o chumbo da OPA da SONAE à PT terá sido o primeiro desses negócios.Agora, olhamos para outros pagamentos milionários e procuramos perceber o que está atrás desse alegado saco azul. A investigação concluiu que era financiado através de operações financeiras complexas, por vezes com dinheiro dos clientes do BES.