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CODIS espera dominar o incêndio de Soure durante a noite

O comandante distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Coimbra, Carlos Tavares, afirmou esta terça-feira que espera ser possível dominar o incêndio que afeta os concelhos de Soure, Condeixa-a-Nova e Penela durante a noite.

O incêndio, que deflagrou na segunda-feira em Soure e que tinha sido dominado às 09:30 de hoje, voltou a estar novamente ativo ao início da tarde, na sequência de um reacendimento, mantendo duas frentes, uma de "um quilómetro, de combate difícil, mas a correr de forma favorável", e outra de cerca de 500 metros, "com combate favorável", disse Carlos Tavares aos jornalistas, no posto de comando de operações, na Serra de Sicó.

Uma das frentes situa-se perto de Buracas do Casmilo, concelho de Condeixa-a-Nova, sendo que a outra está "entre o concelho de Soure e de Penela".

De acordo com o CODIS de Coimbra, já é possível sentir "alguma humidade" - o que não se observou na noite de segunda para terça-feira -, havendo a expectativa de dominar o incêndio durante a noite.

Neste momento, segundo o 'site' da Autoridade Nacional da Proteção Civil, estão 549 operacionais a combater as chamas, apoiados por 176 veículos.

"Os meios mantêm-se porque o perímetro é muito grande", sendo que na Serra de Sicó há "ventos muito fortes" e é necessário "ter cuidado", explanou Carlos Tavares.

As chamas, durante o dia, aproximaram-se de localidades como Pombalinho, Chanca ou Cotas, não havendo "registo de casas ardidas".

Registaram-se ainda dois bombeiros com ferimentos ligeiros, devido ao "exausto provocado pelo calor e por alguma desidratação", referiu.

Já de noite, um habitante do Rabaçal olhava fixamente para as chamas no monte. "É complicado", dizia. Apesar de as chamas ainda estarem longe, "há muito mato e, se descer o monte, vai meter respeito", frisou.

O incêndio começou por subir na segunda-feira a serra de Degracias.

Na localidade que tem o nome da serra temeu-se "o pior", disse à agência Lusa Jorgina Dias, de 53 anos.

A habitante da localidade de Soure ainda viu as chamas em Carpinteiros, onde o fogo deflagrou, mas nunca esperou vê-las "altíssimas", à porta da povoação onde mora.

"Parecia um filme de terror", conta Jorgina, recordando o momento em que o fogo esteve a 30 metros de um barracão seu onde tinha gado.

"Estava eu e o meu irmão, com uns ramos de loureiro. Mas assim que vimos as chamas a arderem tão alto nos carvalhos, fiquei a tremer e ainda pensei que ia morrer ali queimada", contou.

Rosa Pires perdeu "parte da fazenda". Em Degracias, sublinha, não se dormiu, com o cheiro intenso a fumo que ainda persiste e com "a inquietação" de se ter visto as chamas tão perto das habitações.

"A serra era linda, toda verde. Agora está preta. Preta de luto", afirmou a antiga emigrante.

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