sicnot

Perfil

País

Gémeos devem nascer às 37 semanas

Arquivo Reuters

© Aly Song / Reuters

Os gémeos devem nascer às 37 semanas de gestação para minimizar os riscos de morte fetal e neonatal, conclui um estudo hoje publicado, que se baseia em mais de 35 mil partos.

Publicado no British Medical Journal, o estudo baseia-se nos resultados de 32 estudos realizados nos últimos 10 anos que abrangem 29,6 mil gravidezes gemelares dizigóticas (em que cada gémeo tem a sua placenta) e 5,4 mil monozigóticas (em que os gémeos partilham a mesma placenta).

Já se sabia que o risco de morte fetal intrauterina é maior nas gravidezes de gémeos do que de nas um só feto e que o risco aumenta com o tempo de gestação, pelo que, muitas vezes, antecipa-se o parto para prevenir complicações.

No entanto, não se sabia com certeza qual a idade gestacional ótima para induzir o parto de forma a minimizar os riscos.

As recomendações atuais oscilam entre as semanas 34 e 37 para as gravidezes monozigóticas e entre as semanas 37 e 39 para as dizigóticas.

O estudo agora publicado, que incluiu apenas gravidezes não complicadas, comparou a mortalidade intrauterina e a mortalidade neonatal para diversas idades gestacionais posteriores à semana 34.

Os resultados para as gravidezes dizigóticas mostraram que o risco de morte fetal intrauterina se equilibra com o risco de morte neonatal na semana 37 de gestação.

Adiar o parto até às 38 semanas aumentava em média o risco de morte fetal intrauterina em 8,8 mortes por cada 1.000 gravidezes.

Nas gravidezes monozigóticas, o risco de morte fetal parece ser maior do que o da morte neonatal para além da semana 36 de gestação.

No entanto, os cientistas evitam fazer uma recomendação firme sobre o momento ótimo do parto no caso das gravidezes gemelares monozigóticas devido ao reduzido número de casos representativos deste grupo.

"Para minimizar as mortes perinatais em gravidezes gemelares dizigóticas sem complicações o parto deve ser considerado às 37 semanas; nas gravidezes monozigóticas o parto deve ser considerado à semana 36", concluem os cientistas.

Lusa

  • DIRETO: Portuguesa entre os 14 mortos dos atentados na Catalunha

    Ataque em Barcelona

    Uma das 13 vítimas mortais do atentado de ontem em Barcelona é portuguesa e há uma outra portuguesa desaparecida. Entretanto, uma pessoa morreu e cinco suspeitos foram abatidos num segundo ataque esta madrugada em Cambrils. As buscas centram-se num nome: Moussa Oukabir. Siga aqui as últimas informações, ao minuto.

    Em atualização

  • O momento em que os suspeitos foram abatidos em Cambrils
    2:35
  • Driss Oukabir: suspeito do atentado ou vítima de roubo de identidade?
    2:40

    Ataque em Barcelona

    Um dos dois suspeitos, do ataque nas Ramblas, detidos pela polícia foi inicialmente identificado como Driss Oukabir, um homem de 28 anos. Mais tarde, um homem com o mesmo nome apresentou-se numa esquadra em Girona, a mais de 100 quilómetros do local do atropelamento afirmando que lhe tinha sido roubada a identificação. De acordo com alguma imprensa espanhola, poderá ter sido o irmão, Moussa Oukabir, um jovem de 18 anos que vive em Barcelona, como explicou também Nuno Rogeiro, comentador da SIC.

  • "O abandono provoca incêndios desta dimensão"
    0:55

    País

    O antigo vereador da Câmara de Mação José Silva acredita que a desertificação do interior também é, em parte, responsável pelos incêndios. Segundo José Silva, Mação tem cada vez menos habitantes e é por essa razão que os terrenos são deixados ao abandono.

  • Mação perdeu 80% da área florestal
    3:39
  • Ágata candidata-se à Câmara de Castanheira de Pera
    3:42