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Bloco reúne-se com Orçamento do Estado na agenda

A Mesa Nacional do BE reúne-se hoje em Lisboa com o Orçamento do Estado para 2017 e a ameaça da Comissão Europeia de suspender os fundos estruturais em discussão no órgão máximo entre convenções.

A Mesa Nacional do BE realiza-se num hotel em Lisboa e tem como ordem de trabalhos a análise e aprovação das contas de 2015 e a situação política, estando marcada para as 17:00 uma conferência de imprensa da coordenadora bloquista, Catarina Martins.

Fonte oficial do BE explicou à agência Lusa que "o BE terá a primeira reunião da Mesa Nacional depois de duas importantes vitórias para o país", como foi o caso das sanções que não foram aplicadas a Portugal e a recapitalização pública da Caixa Geral de Depósitos.

A ameaça de suspensão de fundos estruturais por parte da Comissão Europeia é para os bloquistas inaceitável porque se trata, de acordo com a mesma fonte, de uma tentativa de pressão sobre a elaboração do próximo Orçamento do Estado para 2017, na qual o BE garante que se vai empenhar.

Na 'rentrée' do BE, Catarina Martins já avisou que não pode ser dado "nenhum passo atrás" no próximo Orçamento, recusando "a chantagem europeia" e apontando 2017 como o ano do combate às rendas na saúde e energia.

Na última Mesa Nacional, a 09 de julho, Catarina Martins já tinha dito que havia pressões para que o processo das sanções a Portugal "se vá arrastando" numa tentativa de limitar as opções do Orçamento do Estado para 2017, no qual os bloquistas rejeitam medidas de austeridade.

Nessa última reunião, que foi a primeira depois da convenção de junho, foi eleita a Comissão Política, lista de 21 elementos encabeçada pela coordenadora do BE, cuja moção que apresentou ao congresso elegeu 17 membros, restando às duas moções opositoras quatro lugares, dois para cada uma.

Depois de ser eleita, a Comissão Política do BE sufragou ainda o Secretariado Nacional, que, de acordo com os estatutos aprovados, tem "tarefas de coordenação executiva" e, como fonte oficial do partido adiantou à agência Lusa, esta votação teve 15 votos a favor e quatro contra, numa composição da qual não consta o nome de Catarina Martins.

Lusa

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