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Quase 43 mil colocados na 1.ª fase e 60% dos cursos com todas as vagas preenchidas

A 1.ª fase do concurso de acesso ao ensino superior público colocou 42.958 novos alunos nas universidades e politécnicos, um aumento de 2,1% em relação à mesma fase, em 2015, segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).

Os quase 43 mil colocados em 2016, comparados com os 42.068 do ano anterior, traduz-se em mais 890 estudantes que conseguem lugar na 1.ª fase, face a 2015. Este ano houve na 1.ª fase mais 133 vagas a concurso do que em 2015.

Os dados da DGES dmostram que 51% ficaram colocados na sua 1.ª opção, sendo 84% a percentagem dos que conseguiram lugar numa das primeiras três opções.

A 1.ª fase registou 49.472 candidatos a 50.688 vagas, tendo ficado por preencher 8.022 lugares, 16% das vagas iniciais que ficam agora disponíveis para a 2.ª fase do concurso nacional de acesso.

Dos 1.060 cursos superiores disponíveis nas universidades e politécnicos públicos, 60% não deixaram qualquer vaga por preencher na 1.ª fase de acesso, mas 45 não tiveram qualquer aluno colocado.

De acordo com os dados hoje divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), há 635 cursos que não deixaram vagas para a 2.ª fase do concurso nacional de acesso.

No entanto, 45 cursos superiores não tiveram qualquer procura, maioritariamente nos politécnicos do interior do país, e na área de engenharia.

Segundo os dados da DGES, há 191 cursos com menos de dez vagas preenchidas, incluindo-se aqui os 45 que ficaram desertos na 1.ª fase.

Se estes cursos não tiverem, até ao final do ano letivo, dez novos alunos matriculados, independentemente da via de acesso, correm o risco de ser encerrados, de acordo com as regras para a fixação de vagas em vigor.

No que diz respeito a áreas de formação, engenharias e técnicas afins, saúde e ciências empresariais lideram a lista de maior número de colocações.

Artes e ciências sociais do comportamento são outras duas áreas com um número elevado de colocações, acima dos três mil cada.

Houve ainda mais de mil colocados em cursos de formação de professores.

Serviços de segurança, serviços de transporte, agricultura, silvicultura e pescas e indústrias transformadoras são as áreas com menor número de alunos colocados, o que não significa que sejam áreas sem procura: serviços de transporte, por exemplo, preencheu as 83 vagas levadas a concurso, e foi primeira opção de 102 candidatos.

Engenharia e técnicas afins continua a ser a área que mais vagas disponibiliza no concurso nacional de acesso ao ensino superior, tendo levado à 1.ª fase 9.108 lugares.

Foi procurada em primeira opção por 8.434 candidatos, e registou 7.148 colocações, dando continuidade à tendência de recuperação em candidatos e colocados, depois de alguns anos com forte perda de alunos.

Arquitetura e construção, área onde se inserem os cursos de engenharia civil - os que mais alunos perderam nos últimos anos dentro das engenharias - levou 1.972 vagas a concurso, foi procurada em primeira opção por 859 estudantes e registou 1.200 colocações.

A 1.ª fase do concurso de acesso ao ensino superior público colocou 42.958 novos alunos nas universidades e politécnicos, um aumento de 2,1% em relação à mesma fase em 2015, segundo dados da DGES.

Os resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior estão desde hoje disponíveis em www.dges.mctes.pt.

A 2.ª fase do concurso decorre de 12 a 23 de setembro, para os candidatos que não conseguiram lugar na 1.ª fase, para colocados que queiram mudar de curso ou de instituição.

Os resultados da 2.ª fase serão divulgados a 29 de setembro.

Com Lusa

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