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Costa anuncia Conselhos de Ministros extraordinários centrados na saúde e na floresta

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou este domingo uma "agenda intensa" para as próximas semanas com dois Conselhos de Ministros extraordinários, um centrado no "reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS)" e outro "dedicado exclusivamente" à política florestal.

Em Braga, a discursar numa iniciativa da Juventude Socialista, António Costa referiu ainda uma reunião do Conselho de Concertação Territorial para discutir a "descentralização e a democratização" das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), apontando a descentralização como "pedra angular" da reforma do Estado.

"Vamos ter um Conselho de Ministros extraordinário centrado exclusivamente no reforço do SNS, essa peça central do nosso modelo social e condição essencial da coesão em Portugal. Vamos ter um Conselho de Ministros extraordinário dedicado exclusivamente à política florestal, porque a valorização do nosso território significa valorizar um dos maiores ativos, que é a floresta", explicou.

Segundo o primeiro-ministro, o país não se pode "conformar em ver, todos os anos, a floresta a arder".

"Temos que fazer agora da floresta uma reforma com a dimensão da de há 10 anos. [...] Mais do que combater incêndios é necessário preveni-los e para os prevenir é preciso uma gestão ativa de uma floresta sustentável, de uma florestal sofisticada, de uma floresta que seja fonte de riqueza e não uma ameaça à segurança das populações e dos seus bens", salientou.

Ainda este mês, adiantou Costa, o Conselho de Concertação Territorial irá também reunir-se: "Para podermos concluir o debate com os autarcas sobre as medidas fundamentais que temos que cumprir até ao final deste ano, para cumprir o grande objetivo da descentralização e democratizar as CCDR e reforçar as competências das áreas metropolitanas", enumerou.

O governante voltou ainda a enaltecer a importância da descentralização para o futuro de Portugal.

"O país, se quer fazer uma verdadeira reforma do Estado, tem que investir na descentralização porque a descentralização é mesmo a pedra angular da reforma do Estado e é uma prioridade", declarou.

Lusa

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