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Taxistas prontos para acampar à frente da Assembleia a partir de 10 de outubro

O presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) disse esta quinta-feira que a manifestação nacional de taxistas, convocada para 10 de outubro, em Lisboa, vai ser "por tempo indeterminado, à porta da Assembleia da República".

Intitulada de "Todos a Lisboa", a próxima concentração de taxistas, para contestar a atividade de plataformas que consideram ilegais, poderá durar "um, dois, três, quatro, cinco dias, uma semana, é o tempo que for necessário", afirmou à agência Lusa o dirigente da ANTRAL, Florêncio de Almeida, acrescentando que vão "montar barracas para acampar se for necessário".

À margem de uma sessão de preparação do protesto de 10 de outubro, que decorreu em Lisboa, Florêncio de Almeida frisou que objetivo é a "paragem das plataformas que trabalham ilegalmente e que estão proibidas pelos tribunais de trabalhar em Portugal", argumentando que "se estão proibidas pelo tribunal, não podem trabalhar e o Governo tem que atuar como manda a lei e as decisões dos tribunais".

Em causa está a atividade de plataformas como a Uber e a Cabify (que permitem pedir carros de transporte de passageiros, com uma aplicação para 'smartphones' que liga quem se quer deslocar a operadores de transporte), que as organizações representativas do setor do táxi consideram funcionar de forma ilegal.

Questionado sobre se pretendem ser recebidos pelo Governo, o responsável da ANTRAL deixou bem claro que agora "só conta um compromisso escrito de que a Uber tem que parar enquanto não tiver regulamentada".

De acordo com Florêncio de Almeida, dia 10 de outubro vai ser "a maior manifestação de todos os tempos" do setor do táxi, em que são esperados "mais de seis mil" profissionais de todo o país.

"Esperamos é que seja, no seu todo, muito pacífica. Temos que mostrar provas de que somos pessoas cívicas e bem comportadas, não somos nenhuns arruaceiros", referiu o presidente da ANTRAL.

Apesar de se pretender uma manifestação pacífica, Florêncio de Almeida alertou que, "num movimento desta natureza, pode acontecer alguma coisa desagradável" e, caso ocorra, "só têm que se assacar as culpas ao Governo, que não cumpre com a Constituição da República".

O protesto de 10 de outubro está previsto começar às 07:30, na zona do Parque das Nações, seguindo em direção ao aeroporto de Lisboa, por volta das 09:00, para juntar os taxistas vindos do norte e do sul do país, descendo depois pela capital até à Assembleia da República.

A instalação das plataformas 'online', como a Uber e a Cabify, em Portugal tem sido muito contestada pelos taxistas, tal como noutros países, tendo já havido registo de situações de confronto e agressões entre os profissionais.

Lusa

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