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Portugal analisa viabilidade da venda de mais doze F-16 à Roménia

O Governo português está a analisar a viabilidade da venda de mais doze caças F-16 à Força Aérea da Roménia, que receberá na quarta-feira os primeiros seis de 12 aviões contratualizados em 2013.

A cerimónia para a entrega oficial dos primeiros seis F-16 ao Governo romeno decorrerá na quarta-feira na Base Aérea de Monte Real, Leiria, com a participação do primeiro-ministro, António Costa, o ministro português da Defesa, Azeredo Lopes, e o seu homólogo romeno, Mihnea Ioan Motoc.

As aeronaves partem para solo romeno no dia seguinte, quinta-feira.

Contactado pela Lusa, o ministério da Defesa confirmou que a "Roménia já fez um pedido para o fornecimento de mais 12 aviões, uma possibilidade que está a ser analisada para ver da viabilidade do projeto, que terá sempre de envolver três partes, Portugal, EUA [fabricante] e Roménia".

A venda de 12 aeronaves de combate F-16 MLU (Mid-life upgrade) para equipar a Força Aérea romena foi oficializada em 2013 pelo anterior ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.

Segundo uma nota do ministério da Defesa, as próximas três aeronaves serão entregues até ao final do ano e as restantes três, as que foram compradas por Portugal ao fabricante norte-americano e ainda estão em processo de atualização, em setembro de 2017.

O contrato contemplou a venda de 12 aparelhos - nove monolugares e três bi-lugares - representando um encaixe líquido de 78 milhões de euros (ME) de um total de 181 milhões, dos quais 163 ME já foram pagos ao Governo português.

A alienação de f-16 da FAP está prevista na lei de programação militar desde 2006, depois de no início da década Portugal ter decidido que não precisava, em termos operacionais e das exigências da missão, de nove das 39 aeronaves de que dispunha.

O programa inclui a formação e treino de cerca de 84 militares romenos, entre pilotos, técnicos e mecânicos entre 2014 e 2018, a preparação e modernização das aeronaves e o envio de uma equipa portuguesa de formação e suporte para apoiar a Força Aérea romena durante dois anos.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da Força Aérea, Rui Roque, sublinhou que para a FAP, além da vertente do negócio, o programa de alienação dos 12 F-16 representou o reconhecimento internacional da capacidade portuguesa não só para transformar e atualizar as aeronaves mas também para dotar as equipas romenas das competências necessárias para as operar.

Num artigo publicado na mais recente edição da revista do ramo, "Mais Alto" (julho/agosto), o tenente-coronel Piloto Aviador João Rosa, responsável pela formação dos pilotos romenos, referiu que foram contabilizadas "mais de 50 mil horas de mão de obra empregues nas aeronaves" nos últimos três anos para dar resposta ao requerido pelo contrato e pelas operações.

Estas ações incluíram, entre outras, a preparação do apoio à Roménia, a preparação de armamento e motores e as questões legais ligadas à transferência de informação e equipamento classificado.

Lusa

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